Showing posts with label Amazoom. Show all posts
Showing posts with label Amazoom. Show all posts

Tuesday, April 9, 2013

Quem acompanha o Carro Gitinho sabe que nunca escondi que meu projetista favorito da Hot Wheels é Phil Riehlman. Isso não significa, porém, que não admire outros como os "pais fundadores" (Harry Bradley, Ira Gilford e Larry Wood), bem como Harald Belker e Fraser Campbell. Mas um projetista em particular sempre chamou minha atenção, especialmente pela fidelidade com que reproduziu modelos "reais" para Hot Wheels. Este projetista é Mark Jones. Considero suas criações sensacionais, especialmente o '67 Pontiac GTO, um dos meus carrinhos favoritos, e outros como a Ferrari P4, o Mercedes CLK-LM, o Lancia Stratos e o Bugatti Veyron.
Por conta disso, um dia, saí à caça de informações a seu respeito na Internet. E eis que eu me deparo que o seu site (http://www.markjonespainter.com), surpreendentemente dedicado à pintura. Depois de xeretar tudo, vi um e-mail para contato. Como admirador de Jones, enviei uma mensagem para o endereço lhe pedindo autorização para reproduzir no Carro Gitinho algumas de suas pinturas e pedindo informações sobre um de seus modelos, no caso o Flight '03, e dizendo que eu gostava muito do '67 Pontiac GTO, da Ferrari 333SP, do Pikes Peak Celica e da Ferrari P4.
Dois dias depois a surpresa: Jones respondeu! Explicou que o nome do Flight '03 era por causa de sua grande asa traseira, que a P4 era um de seus modelos favoritos, que o Celica ele projetou após assistir à corrida em Pikes Peak e conhecer o seu piloto, Rod Millen, e que havia sido legal fazer o GTO, pois seu pai teve um modelo igual quando ele era criança. Além disso, me autorizou a reproduzir suas pinturas.
Como fanático por Hot Wheels e blogueiro, ou seja, chato, obviamente lhe pedi uma pequena entrevista. Já no dia seguinte ele respondeu que responderia às perguntas. Não satisfeito, ainda lhe pedi uma foto sua, justamente a que ilustra a postagem. Chegamos a conversar um pouco, lhe falei que era professor e colecionador de Hot Wheels, bem como sobre o Carro Gitinho. Jones retribuiu com educação e simpatia e não se furtou a responder nada do que perguntei. Leia a entrevista caro leitor, especialmente a parte onde ele conta a verdadeira história do Amazoom. Confira:  


Quando o Sr. começou a trabalhar na Mattel? O Sr. ainda trabalha lá? 
Vou fazer o possível para responder suas perguntas. Por favor, leve em consideração que farei isso através de minhas lembranças e memórias. E que não estarei falando como funcionário da Mattel. Enfim, eu comecei a trabalhar na Mattel em 1984. E trabalhei na divisão Hot Wheels de 1993 a 2007. Atualmente estou trabalhando no grupo Matchbox, projetando aviões e caminhões. Eu ocasionalmente ainda faço algum Hot Wheels.

Pipe Jammer 1993 Hot Wheels
O primeiro projeto de Mark Jones teve vida curta dentro da mainline, com apenas quatro variações. A partir de 1994 passou a ser chamado de Cybercruiser. Sua última varição foi em 1995.
Qual foi o seu primeiro projeto para a linha Hot Wheels? O Sr. pode nos falar um pouco a respeito dele?
O meu primeiro Hot Wheels foi o Pipe Jammer. Eu projetei este modelo digitalmente no computador utilizando o software Alias. Depois criávamos um modelo em estereolitografia [impressão em 3D] e despachávamos para nossa fábrica a fim de que servisse de modelo. Este veículo foi originalmente projetado para ter rodas traseiras com diâmetro mais largo, que não eram produzidas naquela época. Eu acredito que esse carro não caiu no gosto dos colecionadores.

O Sr. pode nos descrever como é o seu processo de criação?
Eu começo com alguns esboços e então pego uma linha de direção. Eu então faço duas cópias mais elaboradas do projeto depois de conseguir a aprovação da gerência, daí os desenhos vão para a versão ortográfica [lista lateral, vista de cima]. Eu também faço desenhos de partes do carro, que chamo de “vista explodida”. Desse ponto, um modelista digital já desenhou um modelo no computador que depois é construído por uma máquina de protótipos. Quando ficamos satisfeitos com o resultado nós repassamos todas essas informações para os nossos engenheiros, que as revisam e mandam para nossas fábricas onde os carros, caminhões e aviões são produzidos.

Quantos Hot Wheels o Sr. criou? Quais são seus preferidos e por quê?
Eu sou um privilegiado por ter criado mais de 100 First Editions. Meus favoritos são alguns de meus projetos originais como CUL8R, Pony Up, Open Roadster, Drift King, Golden Arrow e Hyper Mite. Com relação às replicas (que eu gosto de pensá-las como tendo “capturado a essência" dos originais), eu gosto do Alfa Bat 9, Custom Cougar, Sooo Fast, Chaparral 2D e das Ferraris (P4, 156 e 250LM).

A variação do '67 Pontiac GTO a que se refere Mark Jones é essa acima, de 1997, que integrava o set Motorin' Music, comercializado exclusivamente pelas lojas Target.
Para mim, o seu melhor trabalho é o '67 Pontiac GTO. Por isso que eu tenho mais de vinte variações em minha coleção, sendo que o meu favorito é o 2000 Editors Choice. O Sr. pode nos falar como criou esse modelo?
O ‘67 Pontiac GTO foi apenas o terceiro ou o quarto Hot Wheels no qual eu trabalhei. Eu fiz alguns desenhos de seu layout e esculpi um modelo feito de um material chamado ren-shape [uma espécie de espuma feita de poliuretano]. Eu queria ter uma idéia das dimensões certas do carro e construir um modelo em escala 1:1 me ajudaria nesse sentido. Eu realmente queria ter o “rake” [ângulo de vista lateral] para ele parecer com os Hot Wheels originais de 1968 e 1969, com a traseira um pouco elevada. Eu usei um modelo de plástico em escala 1/43 e o manual original que o meu pai guardou do GTO que ele teve para consultar. O molde original foi feito na China e as variações posteriores foram feitas na Malásia. Eles tem diferenças sutis que você provavelmente deve ter percebido. Minha variação preferida é uma versão chinesa que vinha em uma embalagem que lembrava um disco de vinil junto com três outros modelos. Era azul e com o teto preto. 

Amazoom 2008 New Models #30
Em 2008 a Mattel deu início a produção de mais um de seus projetos, o Amazoom. Naquela época, circulou no Brasil a história que este modelo era uma homenagem a um dos mais importantes mercados da Hot Wheels, no caso, o brasileiro. Isto é verdade? Onde o Sr. se inspirou para criar o Amazoom?
O Amazoom foi inspirado nos stock cars brasileiros que competiam aquela altura. A idéia de criar um carro brasileiro foi de minha mulher quando ouviu dizer que as pessoas no Brasil estavam comprando muitos Hot Wheels. Ela disse: "você deveria criar um carro para cada lugar onde estão comprando muitos Hot Wheels”. Eu então propus a idéia no trabalho e a gerência disse para prosseguir. Eu fiz algumas apresentações mostrando diferentes veículos que eu pensava terem a ver com o Brasil. Eles incluíam os carros do Senna na Formula 1, o Volkswagen do Fittipaldi, os Karman Ghia de corrida, os stock cars brasileiros e alguns outros que eu agora não lembro. Foi decidido que seguiríamos em frente com uma versão da Hot Wheels para os stock cars brasileiros. Não fui eu que sugeri o nome, ele foi criado por um funcionário do grupo Hot Wheels.

Eu fico imaginando como ficaria a versão Hot Wheels dos carros brasileiros que o Sr. citou na pergunta sobre o Amazoom... Nossa, o carro de Formula 1 do Senna!? Ficaria demais!
Me perdoe se o que eu disse não ficou claro. Esses carros eram apenas parte de minha apresentação para a gerência em 2007 como parte do projeto de nosso primeiro carro brasileiro. Eles então escolheram o caminho dos stock cars. Até onde eu sei não existem planos para a produção dos veículos que eu propus na ocasião.

Eu entendi o que o Sr. falou. Mas como um fã dos Hot Wheels, eu imagino como seria a versão Hot Wheels de um carro do Senna da Formula 1.
Quando eu penso nisso agora, lembro que não seria possível fazer nenhum dos carros que Senna pilotou na Formula 1 na linha básica da Hot Wheels por causa das inúmeras licenças envolvidas.

Eu entendo. Conversando com um amigo recentemente, nós reparamos o quanto nos impressiona alguns Hot Wheels que chamamos de “protótipos”, ou seja, projetos originais. Três dele foram projetados pelo Sr.: Vulture, Open Roads-ter e CUL8R (sobre o qual eu até escrevi um post especial no meu blog). O Sr. se inspirou um modelos reais para criá-los? Certamente a Mattel não teve problemas de licenciamento com eles.
Vamos ver: Vulture, Open Roads-ter e CUL8R... Eles são mesmo projetos originais da Hot Wheels. Ele surgiram a partir daquilo que eu estava trabalhando à época. Os elementos que influenciaram esses projetos foram: um desejo de minha parte de me assegurar que cada carro que eu projetasse fosse diferente do anterior; a inclusão de elementos que são ícones de velocidade e potência (motores expostos, grandes escapamentos, etc.); e, finalmente, o fato de que os carros deveriam funcionar nas nossas pistas, e para tanto suas frentes e traseiras, e algumas vezes suas laterais, tinham de ser projetadas levando-se em consideração esse fato.

Os fatores que o Sr. aplicou no Vulture, Open Roads-ter and CUL8R foram os mesmos que os usados no Super Gnat, por exemplo? Pergunto isso porque ele foi lançado na First Editions, e não na série Track Stars.
Sim, os mesmos fatores foram aplicados no Super Gnat (veja esse modelo aqui). Na época de seu lançamento, uma parte dos First Editions deveria funcionar nas pistas. Inclusive eu lembro que a Track Stars surgiu muito tempo depois. A coisa que eu mais gosto no Gnat é o seu pilar B flutuante, que foi projetado muito antes da Citröen lançar um parecido no modelo D3.

Quando visitei seu site, descobri que o Sr. gosta de pintar. O Sr. pode nos contar um pouco mais sobre isso?
Eu passei a gostar de pinturas e ilustrações desde que estudei no Art Center. Eu gosto de pinturas livres que mostram movimento e tentam capturar o máximo possível de luz. Eu não tenho muito tempo para pintar, mas eu gosto muito.

Bem, só tenho a lhe agradecer pela conversa. Foi mesmo uma honra.
Obrigado pelo interesse e por ter me contado um pouco sobre você. Ser professor é uma grande responsabilidade. Eu tive vários professores que fizeram uma grande diferença na minha vida. Espero que você continue com seu blog e que ele lhe traga satisfação.  

Entrevista #1: Mark Jones

Quem acompanha o Carro Gitinho sabe que nunca escondi que meu projetista favorito da Hot Wheels é Phil Riehlman. Isso não significa, porém, que não admire outros como os "pais fundadores" (Harry Bradley, Ira Gilford e Larry Wood), bem como Harald Belker e Fraser Campbell. Mas um projetista em particular sempre chamou minha atenção, especialmente pela fidelidade com que reproduziu modelos "reais" para Hot Wheels. Este projetista é Mark Jones. Considero suas criações sensacionais, especialmente o '67 Pontiac GTO, um dos meus carrinhos favoritos, e outros como a Ferrari P4, o Mercedes CLK-LM, o Lancia Stratos e o Bugatti Veyron.
Por conta disso, um dia, saí à caça de informações a seu respeito na Internet. E eis que eu me deparo que o seu site (http://www.markjonespainter.com), surpreendentemente dedicado à pintura. Depois de xeretar tudo, vi um e-mail para contato. Como admirador de Jones, enviei uma mensagem para o endereço lhe pedindo autorização para reproduzir no Carro Gitinho algumas de suas pinturas e pedindo informações sobre um de seus modelos, no caso o Flight '03, e dizendo que eu gostava muito do '67 Pontiac GTO, da Ferrari 333SP, do Pikes Peak Celica e da Ferrari P4.
Dois dias depois a surpresa: Jones respondeu! Explicou que o nome do Flight '03 era por causa de sua grande asa traseira, que a P4 era um de seus modelos favoritos, que o Celica ele projetou após assistir à corrida em Pikes Peak e conhecer o seu piloto, Rod Millen, e que havia sido legal fazer o GTO, pois seu pai teve um modelo igual quando ele era criança. Além disso, me autorizou a reproduzir suas pinturas.
Como fanático por Hot Wheels e blogueiro, ou seja, chato, obviamente lhe pedi uma pequena entrevista. Já no dia seguinte ele respondeu que responderia às perguntas. Não satisfeito, ainda lhe pedi uma foto sua, justamente a que ilustra a postagem. Chegamos a conversar um pouco, lhe falei que era professor e colecionador de Hot Wheels, bem como sobre o Carro Gitinho. Jones retribuiu com educação e simpatia e não se furtou a responder nada do que perguntei. Leia a entrevista caro leitor, especialmente a parte onde ele conta a verdadeira história do Amazoom. Confira:  


Quando o Sr. começou a trabalhar na Mattel? O Sr. ainda trabalha lá? 
Vou fazer o possível para responder suas perguntas. Por favor, leve em consideração que farei isso através de minhas lembranças e memórias. E que não estarei falando como funcionário da Mattel. Enfim, eu comecei a trabalhar na Mattel em 1984. E trabalhei na divisão Hot Wheels de 1993 a 2007. Atualmente estou trabalhando no grupo Matchbox, projetando aviões e caminhões. Eu ocasionalmente ainda faço algum Hot Wheels.

Pipe Jammer 1993 Hot Wheels
O primeiro projeto de Mark Jones teve vida curta dentro da mainline, com apenas quatro variações. A partir de 1994 passou a ser chamado de Cybercruiser. Sua última varição foi em 1995.
Qual foi o seu primeiro projeto para a linha Hot Wheels? O Sr. pode nos falar um pouco a respeito dele?
O meu primeiro Hot Wheels foi o Pipe Jammer. Eu projetei este modelo digitalmente no computador utilizando o software Alias. Depois criávamos um modelo em estereolitografia [impressão em 3D] e despachávamos para nossa fábrica a fim de que servisse de modelo. Este veículo foi originalmente projetado para ter rodas traseiras com diâmetro mais largo, que não eram produzidas naquela época. Eu acredito que esse carro não caiu no gosto dos colecionadores.

O Sr. pode nos descrever como é o seu processo de criação?
Eu começo com alguns esboços e então pego uma linha de direção. Eu então faço duas cópias mais elaboradas do projeto depois de conseguir a aprovação da gerência, daí os desenhos vão para a versão ortográfica [lista lateral, vista de cima]. Eu também faço desenhos de partes do carro, que chamo de “vista explodida”. Desse ponto, um modelista digital já desenhou um modelo no computador que depois é construído por uma máquina de protótipos. Quando ficamos satisfeitos com o resultado nós repassamos todas essas informações para os nossos engenheiros, que as revisam e mandam para nossas fábricas onde os carros, caminhões e aviões são produzidos.

Quantos Hot Wheels o Sr. criou? Quais são seus preferidos e por quê?
Eu sou um privilegiado por ter criado mais de 100 First Editions. Meus favoritos são alguns de meus projetos originais como CUL8R, Pony Up, Open Roadster, Drift King, Golden Arrow e Hyper Mite. Com relação às replicas (que eu gosto de pensá-las como tendo “capturado a essência" dos originais), eu gosto do Alfa Bat 9, Custom Cougar, Sooo Fast, Chaparral 2D e das Ferraris (P4, 156 e 250LM).

A variação do '67 Pontiac GTO a que se refere Mark Jones é essa acima, de 1997, que integrava o set Motorin' Music, comercializado exclusivamente pelas lojas Target.
Para mim, o seu melhor trabalho é o '67 Pontiac GTO. Por isso que eu tenho mais de vinte variações em minha coleção, sendo que o meu favorito é o 2000 Editors Choice. O Sr. pode nos falar como criou esse modelo?
O ‘67 Pontiac GTO foi apenas o terceiro ou o quarto Hot Wheels no qual eu trabalhei. Eu fiz alguns desenhos de seu layout e esculpi um modelo feito de um material chamado ren-shape [uma espécie de espuma feita de poliuretano]. Eu queria ter uma idéia das dimensões certas do carro e construir um modelo em escala 1:1 me ajudaria nesse sentido. Eu realmente queria ter o “rake” [ângulo de vista lateral] para ele parecer com os Hot Wheels originais de 1968 e 1969, com a traseira um pouco elevada. Eu usei um modelo de plástico em escala 1/43 e o manual original que o meu pai guardou do GTO que ele teve para consultar. O molde original foi feito na China e as variações posteriores foram feitas na Malásia. Eles tem diferenças sutis que você provavelmente deve ter percebido. Minha variação preferida é uma versão chinesa que vinha em uma embalagem que lembrava um disco de vinil junto com três outros modelos. Era azul e com o teto preto. 

Amazoom 2008 New Models #30
Em 2008 a Mattel deu início a produção de mais um de seus projetos, o Amazoom. Naquela época, circulou no Brasil a história que este modelo era uma homenagem a um dos mais importantes mercados da Hot Wheels, no caso, o brasileiro. Isto é verdade? Onde o Sr. se inspirou para criar o Amazoom?
O Amazoom foi inspirado nos stock cars brasileiros que competiam aquela altura. A idéia de criar um carro brasileiro foi de minha mulher quando ouviu dizer que as pessoas no Brasil estavam comprando muitos Hot Wheels. Ela disse: "você deveria criar um carro para cada lugar onde estão comprando muitos Hot Wheels”. Eu então propus a idéia no trabalho e a gerência disse para prosseguir. Eu fiz algumas apresentações mostrando diferentes veículos que eu pensava terem a ver com o Brasil. Eles incluíam os carros do Senna na Formula 1, o Volkswagen do Fittipaldi, os Karman Ghia de corrida, os stock cars brasileiros e alguns outros que eu agora não lembro. Foi decidido que seguiríamos em frente com uma versão da Hot Wheels para os stock cars brasileiros. Não fui eu que sugeri o nome, ele foi criado por um funcionário do grupo Hot Wheels.

Eu fico imaginando como ficaria a versão Hot Wheels dos carros brasileiros que o Sr. citou na pergunta sobre o Amazoom... Nossa, o carro de Formula 1 do Senna!? Ficaria demais!
Me perdoe se o que eu disse não ficou claro. Esses carros eram apenas parte de minha apresentação para a gerência em 2007 como parte do projeto de nosso primeiro carro brasileiro. Eles então escolheram o caminho dos stock cars. Até onde eu sei não existem planos para a produção dos veículos que eu propus na ocasião.

Eu entendi o que o Sr. falou. Mas como um fã dos Hot Wheels, eu imagino como seria a versão Hot Wheels de um carro do Senna da Formula 1.
Quando eu penso nisso agora, lembro que não seria possível fazer nenhum dos carros que Senna pilotou na Formula 1 na linha básica da Hot Wheels por causa das inúmeras licenças envolvidas.

Eu entendo. Conversando com um amigo recentemente, nós reparamos o quanto nos impressiona alguns Hot Wheels que chamamos de “protótipos”, ou seja, projetos originais. Três dele foram projetados pelo Sr.: Vulture, Open Roads-ter e CUL8R (sobre o qual eu até escrevi um post especial no meu blog). O Sr. se inspirou um modelos reais para criá-los? Certamente a Mattel não teve problemas de licenciamento com eles.
Vamos ver: Vulture, Open Roads-ter e CUL8R... Eles são mesmo projetos originais da Hot Wheels. Ele surgiram a partir daquilo que eu estava trabalhando à época. Os elementos que influenciaram esses projetos foram: um desejo de minha parte de me assegurar que cada carro que eu projetasse fosse diferente do anterior; a inclusão de elementos que são ícones de velocidade e potência (motores expostos, grandes escapamentos, etc.); e, finalmente, o fato de que os carros deveriam funcionar nas nossas pistas, e para tanto suas frentes e traseiras, e algumas vezes suas laterais, tinham de ser projetadas levando-se em consideração esse fato.

Os fatores que o Sr. aplicou no Vulture, Open Roads-ter and CUL8R foram os mesmos que os usados no Super Gnat, por exemplo? Pergunto isso porque ele foi lançado na First Editions, e não na série Track Stars.
Sim, os mesmos fatores foram aplicados no Super Gnat (veja esse modelo aqui). Na época de seu lançamento, uma parte dos First Editions deveria funcionar nas pistas. Inclusive eu lembro que a Track Stars surgiu muito tempo depois. A coisa que eu mais gosto no Gnat é o seu pilar B flutuante, que foi projetado muito antes da Citröen lançar um parecido no modelo D3.

Quando visitei seu site, descobri que o Sr. gosta de pintar. O Sr. pode nos contar um pouco mais sobre isso?
Eu passei a gostar de pinturas e ilustrações desde que estudei no Art Center. Eu gosto de pinturas livres que mostram movimento e tentam capturar o máximo possível de luz. Eu não tenho muito tempo para pintar, mas eu gosto muito.

Bem, só tenho a lhe agradecer pela conversa. Foi mesmo uma honra.
Obrigado pelo interesse e por ter me contado um pouco sobre você. Ser professor é uma grande responsabilidade. Eu tive vários professores que fizeram uma grande diferença na minha vida. Espero que você continue com seu blog e que ele lhe traga satisfação.  

Monday, February 11, 2013

Na época em que fiz esta postagem, as novidades de 2013 estavam chegando às lojas de Belém e, consequentemente, para a minha garagem, e ainda iria postar novidades requentadas de 2012. E para piorar essa situação, carrinhos que eu queria muito como a Mystery Machine, a Monster Dairy Delivery e o Hiway Hauler 2 ainda não haviam aparecido. Desses aí apenas a Mystery eu ainda não tenho. Somente quando todos os carrinhos da mainline de 2012 forem postados que ocorrerão mudanças no topo e nas logos do blog. Não gosto de criar expectativas, mas as mudanças estarão no ar em março. Aguardem e confiem!
E talvez em compensação pelos atrasados de 2012, já consegui dois Superized (nem sei se os "especiais" são chamados assim este ano) de 2013, no caso o '72 Gran Torino e o '09 Corvette ZR1. Esperemos que a sorte, a fé, a Força, o Kwanza e todas as demais energias positivas nos acompanhem esse ano. Vejam os carrinhos:

Mad Manga 2012 New Models #44
Segunda variação desta novidade da mainline que só posso classificar de... Diferente. E o que é melhor - ou seria pior? - o Mad Manga voltará em 2013! Apesar de não haver encontrado seu projetista, aposto minhas fichas em Jun Imai, o grande "advogado" da causa dos carros japoneses junto à Mattel. O que esse carrinho tem de bom foi apresentar a nós, ocidentais, uma sub-cultura japonesa chamada Bosozoku, surgida na década de 1950 quando gangues de motociclistas customizavam exageradamente suas motos antes de partir para a porrada. Contudo, segundo o site Bosozoku Style, hoje as gangues foram substituídas por uma espécie de tribo urbana que se diverte com o estilo exagerado de seus carros. Segundo o mesmo site, o estilo hoje se divide em cinco categorias: Shakotan, com carros rebaixados; Yanky, com carros inspirados na moda havaiana Aloha, trazida pelos militares norte-americanos que habitavam as bases instaladas em território japonês; VIP, que traz modelos extremamente rebaixados e exagerados, tal como o Mad Manga acima; Kyusha, que traz modelos antigos com pequenas e discretas modificações; e, por fim, o Grachan, que traz modelos com customizações inspiradas nos carros de corrida das décadas de 1970 e 1980. Para saber mais sobre o estilo Bosozoku, é só clicar no link do site acima.
Amazoom 2012 HW Main Street #9
Segunda variação de 2012 daquele que é considerado o primeiro Hot Wheels brasileiro mas que não passa de uma versão genérica dos já sem graça stock cars nacionais. Por conta disso, ele chegou a ser o carrinho oficial da primeira convenção brasileira do Hot Wheels (2008), mas que também nada mais era do que a mesma variação da mainline dentro de uma caixinha de acrílico. Por conta desses detalhes, já deu para perceber que tenho antipatia pela história desse carrinho. Então o que ele faz aqui? Simplesmente pelo fato de ter sido criado por um dos maiores projetistas de Hot Wheels, Mark Jones, cujo trabalho sou fã incondicional. O Amazoom foi lançado em 2010 e desde então sempre teve uma variação ao longo dos anos: na mainline, tirando a de seu lançamento e as de 2012 (incluindo uma exclusiva para a Walmart) foram mais duas participações (2009 e 2011). Por fim estão variações no All Exclusive 10-pack (2010, que já apareceu aqui no blog pois era um dos meus carrinhos "procurados") e na Mystery Models (2011). As cores são do departamento de bombeiros da cidade de Oshkosh, localizada no estado norte-americano de Winsconsin.
Porsche Boxster Spyder 2012 New Models #26
Segunda variação desta boa novidade de 2012, que desta vez aparece aqui em sua segunda, mas bem inferior à primeira. Ele reproduz um dos mais celebrados modelos atuais da Porsche, herdeiro de um tradição iniciada com o famoso 550 da década de 1950. Para fazê-lo, a montadora começou por um processo de redução de peso que levou à retirada de itens como o porta-copos, substituição do ar-condicionado por um modelo mais leve, utilização de alumínio na tampa traseira e nas portas, capota de tecido de acionamento manual, tanque de combustível de capacidade menor, rodas em alumínio e bateria menor. Tudo isso levou o peso do carro a apenas 1275 kg, o que faz do Spyder o Porsche mais leve atualmente. Equipado com motor V6 de 3,4 litros e 320 hp, com duas opções de câmbio (o automático PDK com sete marchas e embreagem dupla e o manual de seis velocidades), este carro vai de 0-100 km/h em 4,8 segundos e alcança uma velocidade final de 267 km/h. Apesar do bom desempenho, a Porsche nunca quis fazer do Spyder um carro de corridas e sim um carro ágil de dirigir, por isso sua suspensão foi rebaixada, com barras estabilizadoras são mais rígidas e os pneus de 19 polegadas tem pressão mais baixa para melhorar a aderência. Resumindo, um digno sucessor do 550.
'11 Charger R/T 2012 HW Main Street #1
Projetado por Brendon Vetuskey, foi lançado em 2011 com duas variações, uma na mainline e outra na Mystery Models. Em 2012 ele retornou à mainline com mais duas variações, essa acima e uma Superized da qual não vi nem a cor. Ele reproduz a sexta geração desse verdadeiro mito automobilístico que foi lançada em 2006 tendo como base a mesma plataforma da Mercedes utilizada pelo Chrysler 300 C. O estilo do carro, caracterizado pela frente agressiva e pela linha do teto que termina como coupe mesmo o carro sendo um sedan, agradou bastante o que levou a uma boa quantidade de versões, da básica SE equipada com motor V6 de 3,5 litros e 292 hp à esportiva SRT8 Superbee com motor V8 de 6,4 litros e 470 hp. Já a versão R/T, reproduzida pelo carrinho acima, está equipada com motor V8 Hemi de 5,7 litros e 370 hp capaz de levar o carrão de quase duas toneladas de 0-100 km/h em 5,4 segundos e percorrer o 1/4 de milha em 13,7 segundos a uma velocidade de 165 km/h. A versão R/T vinha ainda equipada suspensão esportiva e grande quantidade de itens de luxo e tecnologia presentes nas versões mais luxuosas como a SXT. Entre esse itens estão, por exemplo, ajuste elétrico do banco do motorista, aquecimento em todos os bancos e um grande cuidado no baixo nível de ruído dentro da cabine.
Ferrari California 2012 All Stars #7
Projetado por John Violette, esse carrinho, que aqui aparece em sua segunda variação de 2012, foi lançado dentro da mainline em 2009. Depois disso, apareceu na Speed Machines (2010), em um 5-pack (2010) e mais uma vez na mainline, dentro da sub-série Faster Than Ever (2011). Apesar da pintura completamente estrombólica com relação ao carro real, a variação acima reproduz um carro que marcou uma mudança radical dentro da história da mais tradicional montadora de carros esportivos italianos: apresentada em outubro de 2008 no Salão de Paris, a California (nome dado em homenagem a um modelo clássico de 1957, veja ele aqui) trouxe inovações como câmbio de embreagem dupla e sete marchas, teto rígido escamoteável, recurso que faz com que assuma uma dupla personalidade, alternando ares de cupê e conversível e um motor central-dianteiro V8, posição que não se via em carros da marca há 35 anos, desde o lançamento da 308 (veja ela aqui), com injeção direta, e de baixo consumo e emissões de poluentes. A California tem ainda como características chassis e carroceria de alumínio, capô alongado, faróis com diodos e lanternas bem redondas que se projetam sobre os flancos traseiros. Seu interior é altamente luxuoso: junto a um completo painel de instrumentos destacam-se os bancos esportivos e revestidos em couro, com regulagem elétrica e com ar-condicionado dual zone.  
24/Seven 2012 Thrill Racers - Race Course #5
Lançado na mainline em 2003, esse carrinho é uma versão para drift da terceira geração (1992-2002) de um dos mais famosos carros esportivos japoneses, o Mazda RX7. Batizado com uma expressão que em inglês significa "24 horas, 7 dias por semana", ou seja, está disponível sem interrupções, acredito que este nome tenha sido dado devido a problemas de licenciamento. Minha tese parece ser corroborada pelo fato da Mattel ter produzido o Miata, outro carro da Mazda, justamente até 2003 (veja a última variação desse carrinho aqui). Deixando de lado as suposições, o 24/Seven teve mais três vezes na mainline (2006, 2007 e 2010), mais cinco em 5-packs (2004, 2008 e 2011, sendo duas em conjuntos exclusivos em 2005 e 2012), uma em conjunto de lançador (2004) e uma no Color Shifters (2009). Muito boa é a descrição deste carro que existe no Hot Wheels Wikia (veja a original aqui): "este carro possui carroceria de fibra de carbono e chassis de alumínio. Ele lembra o Mazda RX7 equipado com um radiador no estilo do Ford GT, tomadas de ar para os freios dianteiros e traseiros. (...) Na traseira o destaque é para o grande spoiler que garante pressão aerodinâmica [downforce]. Este carro está equipado com motor rotativo de 424 hp biturbinado, duplo escapamento, transmissão de sete velocidades e dupla embreagem. No interior estão um cilindro de óxido nitroso e na traseira um subwoofer e duas tweeters, além de bancos em concha".    

Coleção 2012, Mainline #21 - parte 1

Na época em que fiz esta postagem, as novidades de 2013 estavam chegando às lojas de Belém e, consequentemente, para a minha garagem, e ainda iria postar novidades requentadas de 2012. E para piorar essa situação, carrinhos que eu queria muito como a Mystery Machine, a Monster Dairy Delivery e o Hiway Hauler 2 ainda não haviam aparecido. Desses aí apenas a Mystery eu ainda não tenho. Somente quando todos os carrinhos da mainline de 2012 forem postados que ocorrerão mudanças no topo e nas logos do blog. Não gosto de criar expectativas, mas as mudanças estarão no ar em março. Aguardem e confiem!
E talvez em compensação pelos atrasados de 2012, já consegui dois Superized (nem sei se os "especiais" são chamados assim este ano) de 2013, no caso o '72 Gran Torino e o '09 Corvette ZR1. Esperemos que a sorte, a fé, a Força, o Kwanza e todas as demais energias positivas nos acompanhem esse ano. Vejam os carrinhos:

Mad Manga 2012 New Models #44
Segunda variação desta novidade da mainline que só posso classificar de... Diferente. E o que é melhor - ou seria pior? - o Mad Manga voltará em 2013! Apesar de não haver encontrado seu projetista, aposto minhas fichas em Jun Imai, o grande "advogado" da causa dos carros japoneses junto à Mattel. O que esse carrinho tem de bom foi apresentar a nós, ocidentais, uma sub-cultura japonesa chamada Bosozoku, surgida na década de 1950 quando gangues de motociclistas customizavam exageradamente suas motos antes de partir para a porrada. Contudo, segundo o site Bosozoku Style, hoje as gangues foram substituídas por uma espécie de tribo urbana que se diverte com o estilo exagerado de seus carros. Segundo o mesmo site, o estilo hoje se divide em cinco categorias: Shakotan, com carros rebaixados; Yanky, com carros inspirados na moda havaiana Aloha, trazida pelos militares norte-americanos que habitavam as bases instaladas em território japonês; VIP, que traz modelos extremamente rebaixados e exagerados, tal como o Mad Manga acima; Kyusha, que traz modelos antigos com pequenas e discretas modificações; e, por fim, o Grachan, que traz modelos com customizações inspiradas nos carros de corrida das décadas de 1970 e 1980. Para saber mais sobre o estilo Bosozoku, é só clicar no link do site acima.
Amazoom 2012 HW Main Street #9
Segunda variação de 2012 daquele que é considerado o primeiro Hot Wheels brasileiro mas que não passa de uma versão genérica dos já sem graça stock cars nacionais. Por conta disso, ele chegou a ser o carrinho oficial da primeira convenção brasileira do Hot Wheels (2008), mas que também nada mais era do que a mesma variação da mainline dentro de uma caixinha de acrílico. Por conta desses detalhes, já deu para perceber que tenho antipatia pela história desse carrinho. Então o que ele faz aqui? Simplesmente pelo fato de ter sido criado por um dos maiores projetistas de Hot Wheels, Mark Jones, cujo trabalho sou fã incondicional. O Amazoom foi lançado em 2010 e desde então sempre teve uma variação ao longo dos anos: na mainline, tirando a de seu lançamento e as de 2012 (incluindo uma exclusiva para a Walmart) foram mais duas participações (2009 e 2011). Por fim estão variações no All Exclusive 10-pack (2010, que já apareceu aqui no blog pois era um dos meus carrinhos "procurados") e na Mystery Models (2011). As cores são do departamento de bombeiros da cidade de Oshkosh, localizada no estado norte-americano de Winsconsin.
Porsche Boxster Spyder 2012 New Models #26
Segunda variação desta boa novidade de 2012, que desta vez aparece aqui em sua segunda, mas bem inferior à primeira. Ele reproduz um dos mais celebrados modelos atuais da Porsche, herdeiro de um tradição iniciada com o famoso 550 da década de 1950. Para fazê-lo, a montadora começou por um processo de redução de peso que levou à retirada de itens como o porta-copos, substituição do ar-condicionado por um modelo mais leve, utilização de alumínio na tampa traseira e nas portas, capota de tecido de acionamento manual, tanque de combustível de capacidade menor, rodas em alumínio e bateria menor. Tudo isso levou o peso do carro a apenas 1275 kg, o que faz do Spyder o Porsche mais leve atualmente. Equipado com motor V6 de 3,4 litros e 320 hp, com duas opções de câmbio (o automático PDK com sete marchas e embreagem dupla e o manual de seis velocidades), este carro vai de 0-100 km/h em 4,8 segundos e alcança uma velocidade final de 267 km/h. Apesar do bom desempenho, a Porsche nunca quis fazer do Spyder um carro de corridas e sim um carro ágil de dirigir, por isso sua suspensão foi rebaixada, com barras estabilizadoras são mais rígidas e os pneus de 19 polegadas tem pressão mais baixa para melhorar a aderência. Resumindo, um digno sucessor do 550.
'11 Charger R/T 2012 HW Main Street #1
Projetado por Brendon Vetuskey, foi lançado em 2011 com duas variações, uma na mainline e outra na Mystery Models. Em 2012 ele retornou à mainline com mais duas variações, essa acima e uma Superized da qual não vi nem a cor. Ele reproduz a sexta geração desse verdadeiro mito automobilístico que foi lançada em 2006 tendo como base a mesma plataforma da Mercedes utilizada pelo Chrysler 300 C. O estilo do carro, caracterizado pela frente agressiva e pela linha do teto que termina como coupe mesmo o carro sendo um sedan, agradou bastante o que levou a uma boa quantidade de versões, da básica SE equipada com motor V6 de 3,5 litros e 292 hp à esportiva SRT8 Superbee com motor V8 de 6,4 litros e 470 hp. Já a versão R/T, reproduzida pelo carrinho acima, está equipada com motor V8 Hemi de 5,7 litros e 370 hp capaz de levar o carrão de quase duas toneladas de 0-100 km/h em 5,4 segundos e percorrer o 1/4 de milha em 13,7 segundos a uma velocidade de 165 km/h. A versão R/T vinha ainda equipada suspensão esportiva e grande quantidade de itens de luxo e tecnologia presentes nas versões mais luxuosas como a SXT. Entre esse itens estão, por exemplo, ajuste elétrico do banco do motorista, aquecimento em todos os bancos e um grande cuidado no baixo nível de ruído dentro da cabine.
Ferrari California 2012 All Stars #7
Projetado por John Violette, esse carrinho, que aqui aparece em sua segunda variação de 2012, foi lançado dentro da mainline em 2009. Depois disso, apareceu na Speed Machines (2010), em um 5-pack (2010) e mais uma vez na mainline, dentro da sub-série Faster Than Ever (2011). Apesar da pintura completamente estrombólica com relação ao carro real, a variação acima reproduz um carro que marcou uma mudança radical dentro da história da mais tradicional montadora de carros esportivos italianos: apresentada em outubro de 2008 no Salão de Paris, a California (nome dado em homenagem a um modelo clássico de 1957, veja ele aqui) trouxe inovações como câmbio de embreagem dupla e sete marchas, teto rígido escamoteável, recurso que faz com que assuma uma dupla personalidade, alternando ares de cupê e conversível e um motor central-dianteiro V8, posição que não se via em carros da marca há 35 anos, desde o lançamento da 308 (veja ela aqui), com injeção direta, e de baixo consumo e emissões de poluentes. A California tem ainda como características chassis e carroceria de alumínio, capô alongado, faróis com diodos e lanternas bem redondas que se projetam sobre os flancos traseiros. Seu interior é altamente luxuoso: junto a um completo painel de instrumentos destacam-se os bancos esportivos e revestidos em couro, com regulagem elétrica e com ar-condicionado dual zone.  
24/Seven 2012 Thrill Racers - Race Course #5
Lançado na mainline em 2003, esse carrinho é uma versão para drift da terceira geração (1992-2002) de um dos mais famosos carros esportivos japoneses, o Mazda RX7. Batizado com uma expressão que em inglês significa "24 horas, 7 dias por semana", ou seja, está disponível sem interrupções, acredito que este nome tenha sido dado devido a problemas de licenciamento. Minha tese parece ser corroborada pelo fato da Mattel ter produzido o Miata, outro carro da Mazda, justamente até 2003 (veja a última variação desse carrinho aqui). Deixando de lado as suposições, o 24/Seven teve mais três vezes na mainline (2006, 2007 e 2010), mais cinco em 5-packs (2004, 2008 e 2011, sendo duas em conjuntos exclusivos em 2005 e 2012), uma em conjunto de lançador (2004) e uma no Color Shifters (2009). Muito boa é a descrição deste carro que existe no Hot Wheels Wikia (veja a original aqui): "este carro possui carroceria de fibra de carbono e chassis de alumínio. Ele lembra o Mazda RX7 equipado com um radiador no estilo do Ford GT, tomadas de ar para os freios dianteiros e traseiros. (...) Na traseira o destaque é para o grande spoiler que garante pressão aerodinâmica [downforce]. Este carro está equipado com motor rotativo de 424 hp biturbinado, duplo escapamento, transmissão de sete velocidades e dupla embreagem. No interior estão um cilindro de óxido nitroso e na traseira um subwoofer e duas tweeters, além de bancos em concha".    

Monday, October 29, 2012

Mais um leva de carrinhos da mainline e desta vez trazendo a segunda variação da Brasília, o segundo carro nacional (o "primeiro", o Amazoom, para mim não conta pois é um stock-car genérico) reproduzido pela Mattel no formato Hot Wheels. E ela veio trazendo problemas para nós, colecionadores brasileiros porque senão não teria graça. Primeiro: ela demorou um tempão para chegar em praticamente todo o país; depois, nos chassis de alguns carrinhos o nome veio grafado "Brasillia", com dois l's. Isso gerou um bafáfá imenso em foruns e no T-Hunted!. Sinceramente, não acho que era para tanto pois nós já sabemos os problemas que a Mattel tem na hora fazer o acabamento nos Hot Wheels. Enfim, a minha Brasília veio com os dois l's. Acho que foi por causa desse tipo de mancada que a Mattel acabou com o nome na parte de baixo do modelo. Mas nem tudo nessa leva são problemas! Os destaques positivos dessa postagem vão para o bonito BMW Z4 e para para o Challenger na versão Superized, que encontrei em mais uma loja ainda não alcançada pelos ratos de gôndolas. Foi pura sorte mesmo tê-lo encontrado, sendo este o sentido original dos antigos Super T-Hunts. Vamos aos carrinhos:

Volkswagen Brasilia 2012 Heat Fleet #5
A Brasília, o segundo carro brasileiro reproduzido pela Hot Wheels, foi lançada em 2011 em duas variações. Na época, ela gerou um grande número de críticas por elementos pouco condizentes com o carro real como os pára-choques e o interior. As variações de 2012 mais uma vez sofreram com as críticas, desta feita em relação à sua pintura e ao nome gravado nos chassis de forma errada, conforme escrevi acima. Não sou muito de reclamar dos Hot Wheels, mas sou forçado a concordar que era bem melhor uma versão mais próxima do carro original, que começou a nascer em 1970 quando a Volkswagen resolveu criar um novo modelo que fosse pequeno por fora, grande por dentro e que tivesse uma grande área envidraçada. Três anos depois, o novo carro foi lançado atendendo os requisitos iniciais do projeto e inovava no acabamento do interior com um moderno tecido dos bancos e do teto, pecando apenas no painel que parecia herdado de antigos DKW. Outra item negativo do carro era a motorização: um 4 cilindros de 1,6 litros e 60 hp que fazia com que a Brasília não fosse páreo ao seu grande concorrente na época, o Chevette Hatch, indo de 0-100 km/h em 23 segundos (!) e com velocidade final de 129 km/h (!!). 
'66 Ford Fairlane GT 2012 Muscle Mania - Ford #2
Projetado por Phil Riehlman, é mais um que está virando figurinha carimbada dentro da mainline, uma vez que, desde 2009, tem inúmeras variações: em seu lançamento foram três, sendo uma exclusiva para a Walmart; em 2010, mais três, sendo uma exclusiva novamente para a Walmart; em 2011, duas variações para a Garage, a única série especial de seu currículo; em 2012, são quatro, três na mainline - sendo um Superized - e uma exlcusiva mais uma vez para a Walmart. Ele reproduz a quinta geração do Fairlane (1966-1967), que contou com chegada de novas versões que incluíam a conversível e as esportivas GT e GTA (equipada com câmbio automático), todas criadas com a intenção de serem equipadas com os motores big block da montadora. A motorização padrão era o V8 de 6,4 litros e 335 hp, que fazia o carro percorrer 400 metros em cerca de 15 segundos. Apesar do desempenho respeitável, a Ford resolveu instalar uma versão "mansa" de seu V8 427 de competição em cerca de 60 Fairlanes, justamente a versão reproduzida pelo carrinho acima, imediatamente reconhecido pelo longo scoop que se projetava bem à frente do capô.
Ferrari California 2012 All Stars #7
Primeira e bonita variação desse carrinho que foi lançado em 2009 e que desde então vem acumulando várias participações na linha Hot Wheels, mais precisamente três na mainline (2009, 2011 e 2012), um 5-pack (2010) e uma série especial, a Speed Machines (2010). Lançada no Paris Auto Show de 2008, a California é um grand touring conversível com capacidade 2+2 que representou uma grande mudança nos carros da Scuderia, já que ela foi a primeira Ferrari a ter um motor V8 instalado na dianteira (4,3 litros e 454 hp); foi também a primeira a ter transmissão de sete velocidades com dupla embreagem e teto automático em metal. Apesar de algumas críticas quanto ao desenho de sua carroceria (projetada por Scaglietti), que a levaram a integrar uma lista composta pelas Ferraris mais feias de todos os tempos (lembra dessa? Veja aqui), seu projeto foi desenvolvido com mais de 1000 horas em túnel de vento, levando-a a ser a Ferrari com o menor coeficiente aerodinâmico da história. Seu desempenho também é de respeito: 0-100 km/h em 3,9 segundos e velocidade final de 310 km/h.
'70 Monte Carlo 2012 Muscle Mania - GM #7
Lançado em 2009 na série Classics, este carrinho só fez sua estréia na mainline em 2011 e logo com quatro variações, sendo duas exclusivas para a Walmart. Neste mesmo ano participou de duas séries especiais, a Mystery e a Garage. Em 2012, ele terá três variações, sendo esta acima a segunda. Ele reproduz o modelo lançado como contrapartida ao Pontiac Grand Prix projetado pela lenda Pete Estes (1916-1988), gerente geral da Chevrolet. O Monte Carlo só era oferecido em uma opção de carroceria, coupe de duas portas. O carro tinha como motorização básica um V8 small block de 5,7 litros e 250 hp equipado com uma transmissão automática de três velocidades. A versão esportiva era a SS 454, reproduzida pelo carrinho acima, com motor Turbo-Jet de 7,4 litros e 360 hp que estava equipado com carburador de corpo quádruplo, suspensão reforçada e padrão de acabamento exclusivo. Como curiosidade acerca do Monte Carlo, temos o fato de uma greve dos operários da fábrica onde ele era produzido ter atrapalhado as vendas ao longo de 1970. Contudo, assim que a produção foi retomada, o este carro foi um sucesso de vendas.
2008 Lancer Evolution 2012 Heat Fleet #8
Projetado por John Violette, foi lançado em 2008 e desde então frequentemente está presente na linha Hot Wheels. Tem quatro participações na mainline (2008, 2009 com um variação para a Walmart, 2010 e 2012), uma série especial (Speed Machines em 2010), um 5-pack (2011) e duas na Color Shifters (2008 e 2010). É um carrinho altamente fiel ao original, mas que só veio para a garagem esse ano por ser o Lancer, pois a pintura é bem fraquinha. Pior é a segunda variação, que em breve estará aparecendo aqui. Ele reproduz a décima geração da versão mais "braba" do Lancer, lançado originalmente em 1992. Apresentado como como carro-conceito no Tokyo Motor Show de 2005, o Evolution vinha equipado com o novo motor 4B11T, quatro cilindros turbinado e todo feito em alumínio com capacidade de 2 litros que, em sua versão básica, tinha potência de 291 hp. A versão mais potente tinha 354 hp. Equipado com câmbio automático de sete velocidades e manual de seis, o carro - na versão básica - era capaz de ir de 0-100 km/h em 5,3 segundos e tinha velocidade final limitada eletrônicamente em 250 km/h.
  BMW Z4 M 2012 New Models #18
Boa novidade de 2012, este carrinho poderia ser bem mais bonito, mas sofre com o tradicional PMDFD, ou seja , "Padrão Mattel de Falta de Detalhamento". Pelo que já vi na internet, a segunda variação, que é preta, é bem mais bonita. Ele reproduz a versão do roadster Z4 nos padrões da categoria GT3 da FIA, tendo inúmeras diferenças com relação ao modelo original "de rua". A primeira é a motorização: em lugar de um seis cilindros de 3,2 litros em sua versão mais potente, o carro tem um V8 de 4,4 litros de 515 hp. Para gerenciar tanta potência, a montadora investiu pesado em eletrônica como freios ABS, controle de tração, injeção eletrônica, limitador de velocidade para pitstops e transmissão manual de seis velocidades de trocas rápidas conhecida como Quick Shift. Outros equipamentos como suspensão reforçada, sistema de exaustão modificado, um novo diferencial e um tanque de combustível com capacidade para 105 litros também foram acrescentados. A carroceria foi reforçada com estrutura tubular e todas os equipamentos aerodinâmicos como, por exemplo, os spoilers e a grande asa traseira são feitos em fibra de carbono. Essas medidas reduziram o peso do carro para apenas 1200 quilos, atendendo às determinações da FIA.
'70 Camaro Road Race 2012 HW Performance #4
Projetado por Dave Weise, esse carrinho foi um dos grandes lançamentos da mainline no ano passado. Em 2012 ele retornou com três variações dentro da série Performance, que traz os carrinhos decorados com as logos de grandes montadoras de peças para carros. Um dessas variações era justamente um Superized, da qual não vi nem a cor. Ele reproduz o Camaro utilizado na categoria Trans Am no início da década de 1970, do qual é possível encontrar inúmeros exemplares na internet. Por conta disso, escolhi um que foi preparado por Dick Hoffman e Dave Horchler para competir na categoria em 1972 (veja o site aqui), tendo conseguido seu melhor resultado - um quinto lugar na pista de Sanair a 5 de agosto de 1972. Ele estava equipado com um motor V8 de cerca de 600 hp altamente preparado com peças de conhecidas montadoras norte-americanas como, por exemplo, distribuidor e bomba de combustível Holley e ignição MSD. Completava o conjunto radiador de alumínio, resfriador de óleo, carroceria em aço, suspensão reforçada, rodas Motor Wheels de competição, mostradores Stuart-Warner e sistema anti-fogo.
Mazda RX-7 2012 New Models #31
Lançamento de 2012, foi projetado por Jun Imai como mais um fruto da parceria deste projetista com o site Japanese Nostalgic Car que tem, inclusive, sua logo estampada nas colunas do carrinho. Já o nome "B. Ozaki" se refere a um funcionário do setor de pintura da Mattel que tem um carro parecido com esse. Segundo o mesmo site, o kit aerodinâmico do carrinho foi inspirado no RX-7 que no início da década de 1990 competiu na International Motor Sport Association (IMSA). Eu achei esse carro (veja ele aqui) e acho que eles deram uma viajada nesse sentido. Outra coisa interessante é a sigla JDM estampada nas portas. Ela significa Japanese Domestic Market e se refere a carros com peças projetadas e produzidas por indústrias japonesas para atender as demandas e preferências do mercado interno. As regras do JDM são impostas pelo jishu-kisei, um acordo de cavalheiros entre as montadoras que em 1988 (justamente a época do RX-7 reproduzido pelo carrinho acima) estabeleceu que todos os carros teriam até 280 hp e reafirmaram o limite de velocidade máxima de 180 km/h, imposto na ainda década de 1970 tanto por razões de segurança como pela ação das gangs bosozoku (lembra do Mad Manga?).
'62 Chevy (Bubble Top) 2012 Muscle Mania - GM #3
Lançado em 2004, esse carrinho projetado por Larry Wood esteve presente apenas em séries especiais - Affinity e Whips (2004), Real Riders (2005) e Classics (2006) - até 2008, quando fez sua estréia na mainline. De lá para cá foram variações em mais uma série especial, a Connect Cars (2009), e as três variações deste ano, que incluem uma exclusiva para a Walmart. Ele reproduz a última versão do modelo hard top presente na quinta geração (1961-1964) do clássico Bel Air. Lançada em 1961 e conhecida como Sport Coupe, ele tinha o famoso teto "bubbletop" (mais arredondado e sem as colunas B) que a partir desse ano passaria a equipar apenas esportivos e conversíveis da montadora. Além da questão do teto, o que faz esse carro ser procurado nos dias de hoje por colecionadores era o seu motor, chamado de Turbo-Fire 409, na época um novo V8 W-block de 6,7 litros e cerca de 409 hp. O pacote mecânico incluía ainda quadro de alumínio, dissipador de calor e transmissão manual de quatro velocidades. A potência era tanta que este carro participou regularmente da temporada de arrancadas em 1962.
Amazoom 2012 HW Main Street #9
Lançado em 2008, foi projetado por Mark Jones, segundo a lenda, para homenagear o segundo maior mercado consumidor de Hot Wheels no mundo, no caso o Brasil. Devido a problemas de licenciamento, o projetista optou por criar uma versão genérica dos já genéricos stock-cars nacionais. É um carrinho que tem um bom histórico na linha Hot Wheels: após as duas variações de 2008, ele tem mais uma em 2011 e três em 2012, que incluem essa acima e uma exclusiva para a Walmart. Em séries especias ele apareceu apenas em 2011, dentro da nova série Mystery. Um linda variação apareceu ainda em um 10-pack de 2010 e ele ainda foi o carrinho da primeira convenção brasileira da Hot Wheels realizada em 2008 que, de diferente da primeira variação de 2008, pintada em verde-e-amarelo só mesmo o expositor, pois o carrinho era exatamente o mesmo. Aqui ele aparece com as cores do departamento de bombeiros da cidade de Oshkosh, localizada no estado de Winsconsin.
'71 Dodge Challenger 2012 Muscle Mania - Mopar #2
Nem acreditei quando vi ele ainda pendurado na gôndola... Ainda mais sendo, para mim, o mais bonito Superized do ano. Foi lançado em 2011 em três variações, sendo a terceira, laranja, relacionada com o filme "Lanterna Verde" (Green Lantern, 2011), uma vez que o personagem principal, o piloto de testes Hal Jordan (vivido por Ryan Reynolds) dirige um igual. Criado com o objetivo declarado de fazer frente ao Camaro e ao Mustang, ainda que um pouco tarde uma vez que o segmento dos pony-cars estava em declínio devido às restrições ambientais, o carro foi um sucesso de vendas com quase 77 mil unidades comercializadas em 1970. O carrinho acima reproduz a versão esportiva , a R/T (Road/Track), equipada com motor Magnum de 6,2 litros e 335 hp e transmissão manual de três velocidades. Como se não bastasse, havia ainda a opção por um motor mais potente, o Hemi Six-Pack, de 7 litros e 425 hp! Essa versão ia de 0-100 km/h em 6,4 segundos e chegava a uma velocidade final de 235km/h. O Challenger tinha duas opções de carroceria, a hardtop e a conversível, e podiam ainda ser comprados com o luxuoso padrão de acabamento SE, que incluía bancos em couro, teto em vinil e console interno com luzes de alerta para portas abertas, pouco combustível e cintos de segurança.

Coleção 2012, Mainline #13

Mais um leva de carrinhos da mainline e desta vez trazendo a segunda variação da Brasília, o segundo carro nacional (o "primeiro", o Amazoom, para mim não conta pois é um stock-car genérico) reproduzido pela Mattel no formato Hot Wheels. E ela veio trazendo problemas para nós, colecionadores brasileiros porque senão não teria graça. Primeiro: ela demorou um tempão para chegar em praticamente todo o país; depois, nos chassis de alguns carrinhos o nome veio grafado "Brasillia", com dois l's. Isso gerou um bafáfá imenso em foruns e no T-Hunted!. Sinceramente, não acho que era para tanto pois nós já sabemos os problemas que a Mattel tem na hora fazer o acabamento nos Hot Wheels. Enfim, a minha Brasília veio com os dois l's. Acho que foi por causa desse tipo de mancada que a Mattel acabou com o nome na parte de baixo do modelo. Mas nem tudo nessa leva são problemas! Os destaques positivos dessa postagem vão para o bonito BMW Z4 e para para o Challenger na versão Superized, que encontrei em mais uma loja ainda não alcançada pelos ratos de gôndolas. Foi pura sorte mesmo tê-lo encontrado, sendo este o sentido original dos antigos Super T-Hunts. Vamos aos carrinhos:

Volkswagen Brasilia 2012 Heat Fleet #5
A Brasília, o segundo carro brasileiro reproduzido pela Hot Wheels, foi lançada em 2011 em duas variações. Na época, ela gerou um grande número de críticas por elementos pouco condizentes com o carro real como os pára-choques e o interior. As variações de 2012 mais uma vez sofreram com as críticas, desta feita em relação à sua pintura e ao nome gravado nos chassis de forma errada, conforme escrevi acima. Não sou muito de reclamar dos Hot Wheels, mas sou forçado a concordar que era bem melhor uma versão mais próxima do carro original, que começou a nascer em 1970 quando a Volkswagen resolveu criar um novo modelo que fosse pequeno por fora, grande por dentro e que tivesse uma grande área envidraçada. Três anos depois, o novo carro foi lançado atendendo os requisitos iniciais do projeto e inovava no acabamento do interior com um moderno tecido dos bancos e do teto, pecando apenas no painel que parecia herdado de antigos DKW. Outra item negativo do carro era a motorização: um 4 cilindros de 1,6 litros e 60 hp que fazia com que a Brasília não fosse páreo ao seu grande concorrente na época, o Chevette Hatch, indo de 0-100 km/h em 23 segundos (!) e com velocidade final de 129 km/h (!!). 
'66 Ford Fairlane GT 2012 Muscle Mania - Ford #2
Projetado por Phil Riehlman, é mais um que está virando figurinha carimbada dentro da mainline, uma vez que, desde 2009, tem inúmeras variações: em seu lançamento foram três, sendo uma exclusiva para a Walmart; em 2010, mais três, sendo uma exclusiva novamente para a Walmart; em 2011, duas variações para a Garage, a única série especial de seu currículo; em 2012, são quatro, três na mainline - sendo um Superized - e uma exlcusiva mais uma vez para a Walmart. Ele reproduz a quinta geração do Fairlane (1966-1967), que contou com chegada de novas versões que incluíam a conversível e as esportivas GT e GTA (equipada com câmbio automático), todas criadas com a intenção de serem equipadas com os motores big block da montadora. A motorização padrão era o V8 de 6,4 litros e 335 hp, que fazia o carro percorrer 400 metros em cerca de 15 segundos. Apesar do desempenho respeitável, a Ford resolveu instalar uma versão "mansa" de seu V8 427 de competição em cerca de 60 Fairlanes, justamente a versão reproduzida pelo carrinho acima, imediatamente reconhecido pelo longo scoop que se projetava bem à frente do capô.
Ferrari California 2012 All Stars #7
Primeira e bonita variação desse carrinho que foi lançado em 2009 e que desde então vem acumulando várias participações na linha Hot Wheels, mais precisamente três na mainline (2009, 2011 e 2012), um 5-pack (2010) e uma série especial, a Speed Machines (2010). Lançada no Paris Auto Show de 2008, a California é um grand touring conversível com capacidade 2+2 que representou uma grande mudança nos carros da Scuderia, já que ela foi a primeira Ferrari a ter um motor V8 instalado na dianteira (4,3 litros e 454 hp); foi também a primeira a ter transmissão de sete velocidades com dupla embreagem e teto automático em metal. Apesar de algumas críticas quanto ao desenho de sua carroceria (projetada por Scaglietti), que a levaram a integrar uma lista composta pelas Ferraris mais feias de todos os tempos (lembra dessa? Veja aqui), seu projeto foi desenvolvido com mais de 1000 horas em túnel de vento, levando-a a ser a Ferrari com o menor coeficiente aerodinâmico da história. Seu desempenho também é de respeito: 0-100 km/h em 3,9 segundos e velocidade final de 310 km/h.
'70 Monte Carlo 2012 Muscle Mania - GM #7
Lançado em 2009 na série Classics, este carrinho só fez sua estréia na mainline em 2011 e logo com quatro variações, sendo duas exclusivas para a Walmart. Neste mesmo ano participou de duas séries especiais, a Mystery e a Garage. Em 2012, ele terá três variações, sendo esta acima a segunda. Ele reproduz o modelo lançado como contrapartida ao Pontiac Grand Prix projetado pela lenda Pete Estes (1916-1988), gerente geral da Chevrolet. O Monte Carlo só era oferecido em uma opção de carroceria, coupe de duas portas. O carro tinha como motorização básica um V8 small block de 5,7 litros e 250 hp equipado com uma transmissão automática de três velocidades. A versão esportiva era a SS 454, reproduzida pelo carrinho acima, com motor Turbo-Jet de 7,4 litros e 360 hp que estava equipado com carburador de corpo quádruplo, suspensão reforçada e padrão de acabamento exclusivo. Como curiosidade acerca do Monte Carlo, temos o fato de uma greve dos operários da fábrica onde ele era produzido ter atrapalhado as vendas ao longo de 1970. Contudo, assim que a produção foi retomada, o este carro foi um sucesso de vendas.
2008 Lancer Evolution 2012 Heat Fleet #8
Projetado por John Violette, foi lançado em 2008 e desde então frequentemente está presente na linha Hot Wheels. Tem quatro participações na mainline (2008, 2009 com um variação para a Walmart, 2010 e 2012), uma série especial (Speed Machines em 2010), um 5-pack (2011) e duas na Color Shifters (2008 e 2010). É um carrinho altamente fiel ao original, mas que só veio para a garagem esse ano por ser o Lancer, pois a pintura é bem fraquinha. Pior é a segunda variação, que em breve estará aparecendo aqui. Ele reproduz a décima geração da versão mais "braba" do Lancer, lançado originalmente em 1992. Apresentado como como carro-conceito no Tokyo Motor Show de 2005, o Evolution vinha equipado com o novo motor 4B11T, quatro cilindros turbinado e todo feito em alumínio com capacidade de 2 litros que, em sua versão básica, tinha potência de 291 hp. A versão mais potente tinha 354 hp. Equipado com câmbio automático de sete velocidades e manual de seis, o carro - na versão básica - era capaz de ir de 0-100 km/h em 5,3 segundos e tinha velocidade final limitada eletrônicamente em 250 km/h.
  BMW Z4 M 2012 New Models #18
Boa novidade de 2012, este carrinho poderia ser bem mais bonito, mas sofre com o tradicional PMDFD, ou seja , "Padrão Mattel de Falta de Detalhamento". Pelo que já vi na internet, a segunda variação, que é preta, é bem mais bonita. Ele reproduz a versão do roadster Z4 nos padrões da categoria GT3 da FIA, tendo inúmeras diferenças com relação ao modelo original "de rua". A primeira é a motorização: em lugar de um seis cilindros de 3,2 litros em sua versão mais potente, o carro tem um V8 de 4,4 litros de 515 hp. Para gerenciar tanta potência, a montadora investiu pesado em eletrônica como freios ABS, controle de tração, injeção eletrônica, limitador de velocidade para pitstops e transmissão manual de seis velocidades de trocas rápidas conhecida como Quick Shift. Outros equipamentos como suspensão reforçada, sistema de exaustão modificado, um novo diferencial e um tanque de combustível com capacidade para 105 litros também foram acrescentados. A carroceria foi reforçada com estrutura tubular e todas os equipamentos aerodinâmicos como, por exemplo, os spoilers e a grande asa traseira são feitos em fibra de carbono. Essas medidas reduziram o peso do carro para apenas 1200 quilos, atendendo às determinações da FIA.
'70 Camaro Road Race 2012 HW Performance #4
Projetado por Dave Weise, esse carrinho foi um dos grandes lançamentos da mainline no ano passado. Em 2012 ele retornou com três variações dentro da série Performance, que traz os carrinhos decorados com as logos de grandes montadoras de peças para carros. Um dessas variações era justamente um Superized, da qual não vi nem a cor. Ele reproduz o Camaro utilizado na categoria Trans Am no início da década de 1970, do qual é possível encontrar inúmeros exemplares na internet. Por conta disso, escolhi um que foi preparado por Dick Hoffman e Dave Horchler para competir na categoria em 1972 (veja o site aqui), tendo conseguido seu melhor resultado - um quinto lugar na pista de Sanair a 5 de agosto de 1972. Ele estava equipado com um motor V8 de cerca de 600 hp altamente preparado com peças de conhecidas montadoras norte-americanas como, por exemplo, distribuidor e bomba de combustível Holley e ignição MSD. Completava o conjunto radiador de alumínio, resfriador de óleo, carroceria em aço, suspensão reforçada, rodas Motor Wheels de competição, mostradores Stuart-Warner e sistema anti-fogo.
Mazda RX-7 2012 New Models #31
Lançamento de 2012, foi projetado por Jun Imai como mais um fruto da parceria deste projetista com o site Japanese Nostalgic Car que tem, inclusive, sua logo estampada nas colunas do carrinho. Já o nome "B. Ozaki" se refere a um funcionário do setor de pintura da Mattel que tem um carro parecido com esse. Segundo o mesmo site, o kit aerodinâmico do carrinho foi inspirado no RX-7 que no início da década de 1990 competiu na International Motor Sport Association (IMSA). Eu achei esse carro (veja ele aqui) e acho que eles deram uma viajada nesse sentido. Outra coisa interessante é a sigla JDM estampada nas portas. Ela significa Japanese Domestic Market e se refere a carros com peças projetadas e produzidas por indústrias japonesas para atender as demandas e preferências do mercado interno. As regras do JDM são impostas pelo jishu-kisei, um acordo de cavalheiros entre as montadoras que em 1988 (justamente a época do RX-7 reproduzido pelo carrinho acima) estabeleceu que todos os carros teriam até 280 hp e reafirmaram o limite de velocidade máxima de 180 km/h, imposto na ainda década de 1970 tanto por razões de segurança como pela ação das gangs bosozoku (lembra do Mad Manga?).
'62 Chevy (Bubble Top) 2012 Muscle Mania - GM #3
Lançado em 2004, esse carrinho projetado por Larry Wood esteve presente apenas em séries especiais - Affinity e Whips (2004), Real Riders (2005) e Classics (2006) - até 2008, quando fez sua estréia na mainline. De lá para cá foram variações em mais uma série especial, a Connect Cars (2009), e as três variações deste ano, que incluem uma exclusiva para a Walmart. Ele reproduz a última versão do modelo hard top presente na quinta geração (1961-1964) do clássico Bel Air. Lançada em 1961 e conhecida como Sport Coupe, ele tinha o famoso teto "bubbletop" (mais arredondado e sem as colunas B) que a partir desse ano passaria a equipar apenas esportivos e conversíveis da montadora. Além da questão do teto, o que faz esse carro ser procurado nos dias de hoje por colecionadores era o seu motor, chamado de Turbo-Fire 409, na época um novo V8 W-block de 6,7 litros e cerca de 409 hp. O pacote mecânico incluía ainda quadro de alumínio, dissipador de calor e transmissão manual de quatro velocidades. A potência era tanta que este carro participou regularmente da temporada de arrancadas em 1962.
Amazoom 2012 HW Main Street #9
Lançado em 2008, foi projetado por Mark Jones, segundo a lenda, para homenagear o segundo maior mercado consumidor de Hot Wheels no mundo, no caso o Brasil. Devido a problemas de licenciamento, o projetista optou por criar uma versão genérica dos já genéricos stock-cars nacionais. É um carrinho que tem um bom histórico na linha Hot Wheels: após as duas variações de 2008, ele tem mais uma em 2011 e três em 2012, que incluem essa acima e uma exclusiva para a Walmart. Em séries especias ele apareceu apenas em 2011, dentro da nova série Mystery. Um linda variação apareceu ainda em um 10-pack de 2010 e ele ainda foi o carrinho da primeira convenção brasileira da Hot Wheels realizada em 2008 que, de diferente da primeira variação de 2008, pintada em verde-e-amarelo só mesmo o expositor, pois o carrinho era exatamente o mesmo. Aqui ele aparece com as cores do departamento de bombeiros da cidade de Oshkosh, localizada no estado de Winsconsin.
'71 Dodge Challenger 2012 Muscle Mania - Mopar #2
Nem acreditei quando vi ele ainda pendurado na gôndola... Ainda mais sendo, para mim, o mais bonito Superized do ano. Foi lançado em 2011 em três variações, sendo a terceira, laranja, relacionada com o filme "Lanterna Verde" (Green Lantern, 2011), uma vez que o personagem principal, o piloto de testes Hal Jordan (vivido por Ryan Reynolds) dirige um igual. Criado com o objetivo declarado de fazer frente ao Camaro e ao Mustang, ainda que um pouco tarde uma vez que o segmento dos pony-cars estava em declínio devido às restrições ambientais, o carro foi um sucesso de vendas com quase 77 mil unidades comercializadas em 1970. O carrinho acima reproduz a versão esportiva , a R/T (Road/Track), equipada com motor Magnum de 6,2 litros e 335 hp e transmissão manual de três velocidades. Como se não bastasse, havia ainda a opção por um motor mais potente, o Hemi Six-Pack, de 7 litros e 425 hp! Essa versão ia de 0-100 km/h em 6,4 segundos e chegava a uma velocidade final de 235km/h. O Challenger tinha duas opções de carroceria, a hardtop e a conversível, e podiam ainda ser comprados com o luxuoso padrão de acabamento SE, que incluía bancos em couro, teto em vinil e console interno com luzes de alerta para portas abertas, pouco combustível e cintos de segurança.