Mais um leva de carrinhos da mainline e desta vez trazendo a segunda variação da Brasília, o segundo carro nacional (o "primeiro", o Amazoom, para mim não conta pois é um stock-car genérico) reproduzido pela Mattel no formato Hot Wheels. E ela veio trazendo problemas para nós, colecionadores brasileiros porque senão não teria graça. Primeiro: ela demorou um tempão para chegar em praticamente todo o país; depois, nos chassis de alguns carrinhos o nome veio grafado "Brasillia", com dois l's. Isso gerou um bafáfá imenso em foruns e no T-Hunted!. Sinceramente, não acho que era para tanto pois nós já sabemos os problemas que a Mattel tem na hora fazer o acabamento nos Hot Wheels. Enfim, a minha Brasília veio com os dois l's. Acho que foi por causa desse tipo de mancada que a Mattel acabou com o nome na parte de baixo do modelo. Mas nem tudo nessa leva são problemas! Os destaques positivos dessa postagem vão para o bonito BMW Z4 e para para o Challenger na versão Superized, que encontrei em mais uma loja ainda não alcançada pelos ratos de gôndolas. Foi pura sorte mesmo tê-lo encontrado, sendo este o sentido original dos antigos Super T-Hunts. Vamos aos carrinhos:
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Ferrari California 2012 All Stars #7 Primeira e bonita variação desse carrinho que foi lançado em 2009 e que desde então vem acumulando várias participações na linha Hot Wheels, mais precisamente três na mainline (2009, 2011 e 2012), um 5-pack (2010) e uma série especial, a Speed Machines (2010). Lançada no Paris Auto Show de 2008, a California é um grand touring conversível com capacidade 2+2 que representou uma grande mudança nos carros da Scuderia, já que ela foi a primeira Ferrari a ter um motor V8 instalado na dianteira (4,3 litros e 454 hp); foi também a primeira a ter transmissão de sete velocidades com dupla embreagem e teto automático em metal. Apesar de algumas críticas quanto ao desenho de sua carroceria (projetada por Scaglietti), que a levaram a integrar uma lista composta pelas Ferraris mais feias de todos os tempos (lembra dessa? Veja aqui), seu projeto foi desenvolvido com mais de 1000 horas em túnel de vento, levando-a a ser a Ferrari com o menor coeficiente aerodinâmico da história. Seu desempenho também é de respeito: 0-100 km/h em 3,9 segundos e velocidade final de 310 km/h. |
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'70 Camaro Road Race 2012 HW Performance #4 Projetado por Dave Weise, esse carrinho foi um dos grandes lançamentos da mainline no ano passado. Em 2012 ele retornou com três variações dentro da série Performance, que traz os carrinhos decorados com as logos de grandes montadoras de peças para carros. Um dessas variações era justamente um Superized, da qual não vi nem a cor. Ele reproduz o Camaro utilizado na categoria Trans Am no início da década de 1970, do qual é possível encontrar inúmeros exemplares na internet. Por conta disso, escolhi um que foi preparado por Dick Hoffman e Dave Horchler para competir na categoria em 1972 (veja o site aqui), tendo conseguido seu melhor resultado - um quinto lugar na pista de Sanair a 5 de agosto de 1972. Ele estava equipado com um motor V8 de cerca de 600 hp altamente preparado com peças de conhecidas montadoras norte-americanas como, por exemplo, distribuidor e bomba de combustível Holley e ignição MSD. Completava o conjunto radiador de alumínio, resfriador de óleo, carroceria em aço, suspensão reforçada, rodas Motor Wheels de competição, mostradores Stuart-Warner e sistema anti-fogo. |
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Mazda RX-7 2012 New Models #31 Lançamento de 2012, foi projetado por Jun Imai como mais um fruto da parceria deste projetista com o site Japanese Nostalgic Car que tem, inclusive, sua logo estampada nas colunas do carrinho. Já o nome "B. Ozaki" se refere a um funcionário do setor de pintura da Mattel que tem um carro parecido com esse. Segundo o mesmo site, o kit aerodinâmico do carrinho foi inspirado no RX-7 que no início da década de 1990 competiu na International Motor Sport Association (IMSA). Eu achei esse carro (veja ele aqui) e acho que eles deram uma viajada nesse sentido. Outra coisa interessante é a sigla JDM estampada nas portas. Ela significa Japanese Domestic Market e se refere a carros com peças projetadas e produzidas por indústrias japonesas para atender as demandas e preferências do mercado interno. As regras do JDM são impostas pelo jishu-kisei, um acordo de cavalheiros entre as montadoras que em 1988 (justamente a época do RX-7 reproduzido pelo carrinho acima) estabeleceu que todos os carros teriam até 280 hp e reafirmaram o limite de velocidade máxima de 180 km/h, imposto na ainda década de 1970 tanto por razões de segurança como pela ação das gangs bosozoku (lembra do Mad Manga?). |















