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Monday, December 2, 2013

Penúltima leva de um grande lote de mainliners, este lote traz o que acredito ser o melhor, já que temos três bons novos modelos (Scion, Porsche e Barracuda), dois batmóveis, a segunda variação da Enterprise, a moto do Max Steel e mais um dos poucos Superized que consegui encontrar nas gôndolas até os dias de hoje (tenho mais um guardado que em breve aparecerá por aqui). Confira os modelos e clique em cima das fotos para vê-las em tamanho maior: 

Scion FR-S 2013 HW Showroom - Garage
Excelente novidade de 2013, ele reproduz o FR-S (sigla para Front-engine, Rear-wheel drive, Sport, ou seja, esportivo de motor frontal e tração traseira), esportivo que tem como base o Toyota 86, desenvolvido em conjunto com a Subaru e lançado em 2012 e cuja denominação faz uma referência ao famoso AE86, produzido na década de 1980. Produzido exclusivamente para o mercado norte-americano, o FR-S vem equipado com motor boxer de 2 litros e 200 hp, duas opções de transmissão (manual e automática de seis velocidades) e o sistema Dynamic Rev Management, que eleva a velocidade para combinar a rotação do motor com as trocas das marchas. Isso faz com que o FR-S vá de 0-100 km/h em 6,2 segundos e alcance uma velocidade máxima de 230 km/h. Completam o conjunto um bom acabamento interno que incluem equipamentos como bancos esportivos, shif light no painel e sistema multimídia.
'62 Corvette 2013 HW Showroom - Corvette 60th
Finalmente um Superized! O ano está acabando e esse é apenas o sexto que chega a garagem (ou outros foram o Gran Torino, o Camaro, o ZR1, o Riviera e o inédito Mustang). Isso porque decidi não mais me submeter a máfia que domina os Super T-Hunts. Com o valor que esses "ratos de gôndola" cobram por um deles, eu acho que vale mais a pena comprar três ou quatro modelos raros na Fire Wheels. Enfim, o '62 Corvette foi lançado em 2009 na série Classics e, depois disso, teve apenas três variações até estrear na mainline em 2013: como modelo exclusivo de convenção (2009), na promoção Kmart Mail In (2010) e uma de gosto duvidoso na Cars of the Decades (2012).  Ele reproduz a última versão produzida da primeira geração do Corvette (1953-1962), mas que trazia uma importante modificação com relação às anteriores, no caso, a disponibilidade do V8 427, big block de 5,4 litros e 250 hp. Lógico que havia uma versão mais "braba", no caso com injeção direta de combustível (fullie) com 360 hp, capaz de ir de 0-100 km/h em 5,7 segundos e alcançar uma velocidade máxima de 225 km/h, tornando-se o Corvette mais rápido da primeira geração.
'68 Plymouth Barracuda Formula S 2013 HW Showroom - Garage
Segunda e melhor variação de mais essa excelente novidade de 2013, mais condizente com as cores da . Infelizmente não prestei atenção e acabei comprando um com um grande descascado. Vou comprar outro, é claro. Enfim, ele reproduz a segunda geração do Barracuda (1967-1969), já como um modelo independente do Valiant. O modelo acima reproduz a versão notchback (com carroceria alongada como a de um sedan, mas com apenas duas portas) que vinha com o pacote de desempenho esportivo Formula S, que vinha equipado com rodas mais largas, suspensão esportiva, painel com tacômetro e adesivos exclusivos na carroceria. Com relação ao motor, esse carro poderia vir equipado com duas opções de motorização, sendo a mais potente a com o V8 383 de 6,3 litros e 330 hp.
Max Steel Motorcycle 2013 HW Imagination - Future Fleet
Segunda variação da bonita moto (?) da nova geração do personagem Max Steel que, tal como os Hot Wheels, também pertence à Mattel. Segundo o site oficial do desenho, essa moto (?) se chama na verdade Turbofied Cycle e tem umas características, digamos, interessantes, mas que só fazem sentido se você acompanha o personagem. Em todo o caso confira aqui.
Arkham Asylum Batmobile 2013 HW Imagination - Batman
Lançado na mainline de 2011, este Batmóvel tem uma segunda variação na Batman Series de 2012 (igualzinha à primeira, o que muda é a cartela). Ele reproduz o modelo usado pela Homem Morcego no jogo Batman: Arkham Asylum, lançado em 2009, e com nítida inspiração no carro usado no filme de 1989, como se pode perceber pelo sistema de exaustão, nas barbatanas traseiras, no cockpit e no sistema de entrada de ar nas laterais. As diferenças estão na distância entre eixos menor e no uso de alguns cromados.
Porsche 918 Spyder 2013 HW Showroom - All Stars
Uma das provas de que a mainline de 2013 foi boa é o 918 Spyder, aqui em sua segunda variação. Ele reproduz um modelo revolucionário já que será o primeiro híbrido que será fabricado pela montadora alemã. O 918 está equipado por um motor V8 de 4,6 litros e 608 hp que é auxiliado por dois motores elétricos que geram uma potência de 209 hp, o que faz com que ele tenha ao todo 887 hp! Sua produção será restrita a apenas 918 unidades e começará no final de 2013 para ser entregue em 2014. Segundo testes preliminares feitos pela Porsche, o carro faz de 0-100 km/h em apenas 2,6 segundos e alcança uma velocidade final de mais de 340 km/h! O 918 é tão incrível que uma versão de competição, conhecida como RSR, já começou a ser testada e surpreendeu ao fazer mostrar seu desempenho no circuito de Nürburgring (confira a matéria, em português, aqui).
Volkswagen Beetle 2013 HW City - Grafitti Rides
Projeto de Larry Wood lançado na série Classics de 2006 devidamente estragado em sua estreia na mainline pela Mattel com esses pneus amarelos. O comprei já pensando em trocá-los, preferencialmente pelas rodas Orange City. Enfim, possui participações como carro de convenção (2006) e em séries especiais como a Mystery Car (2007), Holiday Hot Rods (2008), Easter Eggclusives (2010) e Clover Cars (2011). Ele reproduz o modelo Cabriolet (conversível), produzido a partir de 1949 a partir de um VW 1600 (o nosso Fusca) que teve o teto cortado por Wilhelm Karmann (1871-1952). Depois do projeto ter sofrido algumas adaptações, e apresentado com sucesso ao público no salão de Wolfburg, o Cabriolet entrou em produção, que se encerrou em 1980 depois de 331.847 unidades produzidas.
Batmobile 2013 HW Imagination - Batman
Sem dúvida um dos grande lançamentos deste ano, o Batmóvel de 1989 retorna à mainline depois de nove anos (sua última variação foi justamente a de seu lançamento, em 2004). Suas outras variações são: nos conjuntos especiais Batman vs. Penguim (2004) e Batman vs. Mr. Freeze (2005), no 5-pack Batman (2004) e na Color Shifters (2011), que inclusive já apareceu por aqui junto com um Tumbler da mesma série. Ele reproduz o modelo criado por Anton Fust para o retorno do Cavaleiro das Trevas ao cinema em 1989, cuja construção foi praticamente artesanal a partir de dois chassis de Impala soldados movido por um V8 da Chevrolet. Entre as características principais estavam, além do tradicional arsenal de equipamentos e armas como as duas metralhadoras .50 escondidas nas laterais, o estilo que, segundo Fust, teve influencia nos carros da década de 1930. Para mim, é o segundo Batmóvel mais bonito de todos os tempos, já que o de 1966, é hours-concours.
U.S.S Enterprise NCC-1701 2013 HW Imagination - Future Fleet
A nave estelar mais bonita de todos os tempos chega á garagem (???) em sua segunda variação para este ano. Sinceramente não entendi o porque do grande quiprocó causado por ela entre vários colecionadores, que se queixavam de não encontrá-la. Isso tudo por conta da única coisa que a diferencia da primeira variação, no caso pequenos adesivos que, mal e porcamente, reproduzem danos sofridos em batalha, tal como acontece no filme que esteve recentemente em cartaz, "Jornada nas Estrelas: Além da Escuridão".

Coleção 2013, Mainline #25

Penúltima leva de um grande lote de mainliners, este lote traz o que acredito ser o melhor, já que temos três bons novos modelos (Scion, Porsche e Barracuda), dois batmóveis, a segunda variação da Enterprise, a moto do Max Steel e mais um dos poucos Superized que consegui encontrar nas gôndolas até os dias de hoje (tenho mais um guardado que em breve aparecerá por aqui). Confira os modelos e clique em cima das fotos para vê-las em tamanho maior: 

Scion FR-S 2013 HW Showroom - Garage
Excelente novidade de 2013, ele reproduz o FR-S (sigla para Front-engine, Rear-wheel drive, Sport, ou seja, esportivo de motor frontal e tração traseira), esportivo que tem como base o Toyota 86, desenvolvido em conjunto com a Subaru e lançado em 2012 e cuja denominação faz uma referência ao famoso AE86, produzido na década de 1980. Produzido exclusivamente para o mercado norte-americano, o FR-S vem equipado com motor boxer de 2 litros e 200 hp, duas opções de transmissão (manual e automática de seis velocidades) e o sistema Dynamic Rev Management, que eleva a velocidade para combinar a rotação do motor com as trocas das marchas. Isso faz com que o FR-S vá de 0-100 km/h em 6,2 segundos e alcance uma velocidade máxima de 230 km/h. Completam o conjunto um bom acabamento interno que incluem equipamentos como bancos esportivos, shif light no painel e sistema multimídia.
'62 Corvette 2013 HW Showroom - Corvette 60th
Finalmente um Superized! O ano está acabando e esse é apenas o sexto que chega a garagem (ou outros foram o Gran Torino, o Camaro, o ZR1, o Riviera e o inédito Mustang). Isso porque decidi não mais me submeter a máfia que domina os Super T-Hunts. Com o valor que esses "ratos de gôndola" cobram por um deles, eu acho que vale mais a pena comprar três ou quatro modelos raros na Fire Wheels. Enfim, o '62 Corvette foi lançado em 2009 na série Classics e, depois disso, teve apenas três variações até estrear na mainline em 2013: como modelo exclusivo de convenção (2009), na promoção Kmart Mail In (2010) e uma de gosto duvidoso na Cars of the Decades (2012).  Ele reproduz a última versão produzida da primeira geração do Corvette (1953-1962), mas que trazia uma importante modificação com relação às anteriores, no caso, a disponibilidade do V8 427, big block de 5,4 litros e 250 hp. Lógico que havia uma versão mais "braba", no caso com injeção direta de combustível (fullie) com 360 hp, capaz de ir de 0-100 km/h em 5,7 segundos e alcançar uma velocidade máxima de 225 km/h, tornando-se o Corvette mais rápido da primeira geração.
'68 Plymouth Barracuda Formula S 2013 HW Showroom - Garage
Segunda e melhor variação de mais essa excelente novidade de 2013, mais condizente com as cores da . Infelizmente não prestei atenção e acabei comprando um com um grande descascado. Vou comprar outro, é claro. Enfim, ele reproduz a segunda geração do Barracuda (1967-1969), já como um modelo independente do Valiant. O modelo acima reproduz a versão notchback (com carroceria alongada como a de um sedan, mas com apenas duas portas) que vinha com o pacote de desempenho esportivo Formula S, que vinha equipado com rodas mais largas, suspensão esportiva, painel com tacômetro e adesivos exclusivos na carroceria. Com relação ao motor, esse carro poderia vir equipado com duas opções de motorização, sendo a mais potente a com o V8 383 de 6,3 litros e 330 hp.
Max Steel Motorcycle 2013 HW Imagination - Future Fleet
Segunda variação da bonita moto (?) da nova geração do personagem Max Steel que, tal como os Hot Wheels, também pertence à Mattel. Segundo o site oficial do desenho, essa moto (?) se chama na verdade Turbofied Cycle e tem umas características, digamos, interessantes, mas que só fazem sentido se você acompanha o personagem. Em todo o caso confira aqui.
Arkham Asylum Batmobile 2013 HW Imagination - Batman
Lançado na mainline de 2011, este Batmóvel tem uma segunda variação na Batman Series de 2012 (igualzinha à primeira, o que muda é a cartela). Ele reproduz o modelo usado pela Homem Morcego no jogo Batman: Arkham Asylum, lançado em 2009, e com nítida inspiração no carro usado no filme de 1989, como se pode perceber pelo sistema de exaustão, nas barbatanas traseiras, no cockpit e no sistema de entrada de ar nas laterais. As diferenças estão na distância entre eixos menor e no uso de alguns cromados.
Porsche 918 Spyder 2013 HW Showroom - All Stars
Uma das provas de que a mainline de 2013 foi boa é o 918 Spyder, aqui em sua segunda variação. Ele reproduz um modelo revolucionário já que será o primeiro híbrido que será fabricado pela montadora alemã. O 918 está equipado por um motor V8 de 4,6 litros e 608 hp que é auxiliado por dois motores elétricos que geram uma potência de 209 hp, o que faz com que ele tenha ao todo 887 hp! Sua produção será restrita a apenas 918 unidades e começará no final de 2013 para ser entregue em 2014. Segundo testes preliminares feitos pela Porsche, o carro faz de 0-100 km/h em apenas 2,6 segundos e alcança uma velocidade final de mais de 340 km/h! O 918 é tão incrível que uma versão de competição, conhecida como RSR, já começou a ser testada e surpreendeu ao fazer mostrar seu desempenho no circuito de Nürburgring (confira a matéria, em português, aqui).
Volkswagen Beetle 2013 HW City - Grafitti Rides
Projeto de Larry Wood lançado na série Classics de 2006 devidamente estragado em sua estreia na mainline pela Mattel com esses pneus amarelos. O comprei já pensando em trocá-los, preferencialmente pelas rodas Orange City. Enfim, possui participações como carro de convenção (2006) e em séries especiais como a Mystery Car (2007), Holiday Hot Rods (2008), Easter Eggclusives (2010) e Clover Cars (2011). Ele reproduz o modelo Cabriolet (conversível), produzido a partir de 1949 a partir de um VW 1600 (o nosso Fusca) que teve o teto cortado por Wilhelm Karmann (1871-1952). Depois do projeto ter sofrido algumas adaptações, e apresentado com sucesso ao público no salão de Wolfburg, o Cabriolet entrou em produção, que se encerrou em 1980 depois de 331.847 unidades produzidas.
Batmobile 2013 HW Imagination - Batman
Sem dúvida um dos grande lançamentos deste ano, o Batmóvel de 1989 retorna à mainline depois de nove anos (sua última variação foi justamente a de seu lançamento, em 2004). Suas outras variações são: nos conjuntos especiais Batman vs. Penguim (2004) e Batman vs. Mr. Freeze (2005), no 5-pack Batman (2004) e na Color Shifters (2011), que inclusive já apareceu por aqui junto com um Tumbler da mesma série. Ele reproduz o modelo criado por Anton Fust para o retorno do Cavaleiro das Trevas ao cinema em 1989, cuja construção foi praticamente artesanal a partir de dois chassis de Impala soldados movido por um V8 da Chevrolet. Entre as características principais estavam, além do tradicional arsenal de equipamentos e armas como as duas metralhadoras .50 escondidas nas laterais, o estilo que, segundo Fust, teve influencia nos carros da década de 1930. Para mim, é o segundo Batmóvel mais bonito de todos os tempos, já que o de 1966, é hours-concours.
U.S.S Enterprise NCC-1701 2013 HW Imagination - Future Fleet
A nave estelar mais bonita de todos os tempos chega á garagem (???) em sua segunda variação para este ano. Sinceramente não entendi o porque do grande quiprocó causado por ela entre vários colecionadores, que se queixavam de não encontrá-la. Isso tudo por conta da única coisa que a diferencia da primeira variação, no caso pequenos adesivos que, mal e porcamente, reproduzem danos sofridos em batalha, tal como acontece no filme que esteve recentemente em cartaz, "Jornada nas Estrelas: Além da Escuridão".

Friday, June 14, 2013

Quem acompanha o blog sabe que as sextas-feiras são dedicadas a modelos que considero especiais como, por exemplo, raridades ou integrantes de séries pouco comuns. Sendo assim, porque hoje a postagem é sobre a mainline? Isso acontece porque em 2013 a Hot Wheels lançou em sua linha básica a mais fantástica nave de ficção científica de todos os tempos: a U. S. S. Enterprise. Mesmo sendo fã de outras séries como Star Wars, é inegável a importância e a permanência de Jornada nas Estrelas no nosso cotidiano, seja com a própria Enterprise ou com sua icônica tripulação. Tirando o óbvio lado comercial, isso pode ser comprovado pelo lançamento da versão die-cast da nave que levou o Capitão Kirk, Spock, McCoy, Sulu e companhia "audaciosamente onde nenhum homem jamais esteve".
Outra coisa interessante sobre esse modelo é a sua ligação com a cidade de Marabá, que regularmente venho visitado a trabalho. Durante uma dessas viagens, mais precisamente em um domingo de chuva preso no quarto do hotel e a uma internet que caía toda hora, me surgiu a ideia de fazer um Top 5 sobre minhas naves preferidas. O texto abaixo foi justamente elaborado nesse dia e a Enterprise foi, obviamente, a primeira da lista. As outras foram a Discovery (do filme "2001, Uma Odisséia no Espaço"), a Millenium Falcon (Star Wars) e a klingon Bird of Prey, também do universo de Jornada nas Estrelas. Não cheguei escolher a quinta, mas lembro que estava entre o Star Destroyer (Star Wars) e a nave NELL, do clássico trash "Mercenários das Galáxias" (Battle Beyond the Stars, 1980). Enfim, o ciclo da Enterprise com Marabá se fechou quando, em nova visita à cidade, encontrei sua versão Hot Wheels em uma loja de brinquedos (o interessante é que ainda não a vi em Belém). Espero continuar tendo sorte quando vou para lá! Bem, chega de papo e vamos ao que interessa: a história da Enterprise!

U.S.S Enterprise NCC-1701 2013 HW Imagination - Future Fleet
Este modelo reproduz a mais nova versão da nave, que aparecerá no filme Star Trek - Além da Escuridão que estreia em breve nos cinemas.

Matt Jeffries
Em 1964, tudo o que um dia iria se tornar o universo Star Trek (Jornada nas Estrelas) estava em conjunto de folhas datilografadas que compunham o roteiro que convenceram o Desilu Studios a embarcar em uma trajetória que se estenderia por três anos junto com o produtor e roteirista Gene Roddenberry (1921-1991). Esse roteiro descrevia as missões de uma nave espacial chamada de USS Yorktown e sua tripulação de 200 pessoas comandada pelo capitão Robert T. April em missões científicas nos confins da galáxia. Entre as inovações do roteiro estavam a forma como a tripulação da nave desceria aos planetas que visitaria através de uma espécie de desmaterializador chamado “teletransporte” e como ficaria em contato com a nave por tele-comunicadores e se protegeriam de ameaças com armas chamadas phasers.
Quando a rede NBC autorizou a produção de um episódio piloto em junho de 1964, Roddenberry começou a construir as bases desse novo universo. O problema é que ninguém, nem mesmo Roddenberry, tinha ideia de como esse universo deveria ser. A base foi então constituída em torno de uma nave, agora estelar, rebatizada de USS Enterprise, lançada no ano de 2245 sob o comando do capitão Christopher Pike (pela cronologia da série, James T. Kirk só assumiria o comando da nave em 2264), mas que fez sua estreia na televisão 279 anos antes, mais precisamente no dia 8 de setembro de 1966. Mais do que qualquer outro elemento da série, a nave simboliza tudo o que significa Star Trek, mais até do que o vulcano Spock (Leonard Nimoy), outro ícone incontestável. E tal como seus companheiros humanos (ou orgânicos), ela mudou de forma, mas nunca de nome; mudou de configuração, mas nunca de missão. Isso fez a Enterprise ser amada por milhões de pessoas, inspirando uma devoção apaixonada por mais de três décadas.
O diretor de arte Matt Jefferies foi o encarregado de criar o design da nave. “Queria que meu trabalho em Star Trek fosse o mais prático possível”, disse ele em uma entrevista. “O problema é que eu realmente não sabia por onde começar. Eu sabia apenas que a Enterprise deveria ser um divisor de águas do que imaginávamos do futuro, mas o que aconteceu essencialmente foi que o Gene [Roddenberry] me deu a tarefa de encontrar a forma que a nave deveria ter, mas eu realmente não sabia de que jeito ela seria”.
Ring Ship
Embora Roddenberry tivesse ideia exata de como seria a nave, ele nunca a visualizou na prática, o que, consequentemente, tornou a situação ainda mais complicada para Jefferies, que ficou sem uma direção detalhada. Os únicos direcionamentos dados por Roddenberry foi o que ele não queria que a nave tivesse foguetes, motores a jato ou rastros de fogo. A Enterprise, então, não deveria se parecer com uma nave de ficção científica vintage, "a la Flash Gordon", por exemplo. Mais tarde, Roddenberry repassou algumas informações mais concretas a Jefferies: a nave deveria ter capacidade para entre 100 e 150 tripulantes; ser capaz de alcançar qualquer ponto do universo; ser incrivelmente rápida e que Jeffries não precisava se preocupar com a questão da gravidade. Por fim, reafirmou que ela não deveria ter barbatanas, asas, rastros de fumaça, chamas e foguetes.
O problema é que, na década de 1960, a marca registrada da ficção científica era o seriado “Perdidos no Espaço” (Lost in Space, 1965-1968) o que tornou, por conseguinte, a imagem mais popular das naves espaciais como sendo um disco voador. Assim, foi mais do que natural que os primeiros rascunhos de Jefferies para a nave se parecessem com um disco. Roddenberry, porém, como já foi dito, queria algo grande o suficiente para abrigar uma tripulação de duas centenas de pessoas e capaz de viajar a velocidades incríveis. Logo, Jefferies voltou à prancheta e apresentou a estranha “ring ship”, que tantas dúvidas e discussões gerou entre os fãs da série. Seu design era devido a outro cânone da série: a dobra warp, velocidade acima da luz, alcançável através de um delicado balanço de química, física, matemática e magia. Jefferies explicou: “Eu estava preocupado com do design da nave quando Gene me disse que ela seria capaz de alcançar a velocidade warp. Eu pensei, ‘Que diabos é velocidade warp?’”. Mesmo sem entender muito bem o que era isso, Jefferies imaginou que a nave deveria ter motores extremamente poderosos e, consequentemente, perigosos próximos a tripulação. Por isso eles foram instalados longe da fuselagem. Resolvida a questão dos motores, Jefferies voltou para a casco tentando muitas coisas, sempre tentando se distanciar da forma de disco voador. Foi aí que surgiu a forma de esfera. “Mas como a ideia da fuselagem acabou seguindo por outro caminho, então a esfera não funcionou. Acabei por achatá-la e voltamos ao disco! Eu desenhei a ideia e quando acabei pensei que realmente havia conseguido alguma coisa”. E ao que parece funcionou mesmo, pois “ficou melhor que outros esboços e Gene disse ‘Esse aqui parece bom’”.

Contudo, continuou Jefferies, “para mostrar a fantástica velocidade da nave, eu sabia que iríamos filmá-la apenas em tomadas rápidas. E não se pode representar a velocidade de um veículo, automóvel, avião ou o quer que seja apenas movendo o fundo. Isso simplesmente não funciona. Mais um motivo porque eu quis que o design fosse muito simples, mas imediatamente identificável. Ainda continuava com muitas suposições uma vez que não sabíamos que direção tomar. Eu fiz centenas de esboços. Gene gostava de um alguma coisa de um, de alguma coisa de outro, então eu fui vendo o que poderia fazer com eles. Utilizei muita coisa que a NASA estava trabalhando naquele momento e como sou membro da Aviation Space Writers Association e consultor ativo do Air Force Museum em Dayton, eu tive muitas fontes para utilizar”.

Mesmo tendo conseguido a forma da nave (acima), isto não foi o fim do trabalho de Jefferies. O contato com Roddenberry o fez chegar à conclusão de o espaço era um lugar extremamente perigoso, logo os engenheiros da Frota Estelar nunca poriam um maquinário importante do lado de fora da nave. Isso significava, lógico, que o casco deveria ser liso, plano e sem maiores saliências. Nem todo mundo da produção concordou com Jefferies nesse ponto, levando-o a constantemente “brigar com todos que queriam por detalhes na fuselagem”. Outra vantagem da forma lisa é que ele poderia refletir a luz, uma vez que já havia a ideia de que a nave seria branca: “Eu pensei que a atmosfera ou a falta dela no espaço poderia produzir diversos tons, e isso nos daria a chance de brincar com a luz e jogar cores na nave”. Jefferies foi ainda o responsável pelo famoso número de registro da Enterprise. “Eu queria uma numeração muito simples que pudesse ser facilmente lembrada. Tive então de eliminar os números 3, 6, 8 e 9, facilmente confundíveis. Então eu sugeri 1701, casualmente ou coincidentemente, um número que ficou muito próximo ao do registro do meu avião – NC-17740”. Após o número ter sido aprovado, Jefferies explicou que a Enterprise era o décimo sétimo tipo de nave da Frota Estelar, conhecido como Constitution Class, sendo a primeira do tipo a ser lançada.

A primeira Enterprise durante uma filmagem.
Fonte: Forgotten Trek

Coleção 2013, Mainline #10

Quem acompanha o blog sabe que as sextas-feiras são dedicadas a modelos que considero especiais como, por exemplo, raridades ou integrantes de séries pouco comuns. Sendo assim, porque hoje a postagem é sobre a mainline? Isso acontece porque em 2013 a Hot Wheels lançou em sua linha básica a mais fantástica nave de ficção científica de todos os tempos: a U. S. S. Enterprise. Mesmo sendo fã de outras séries como Star Wars, é inegável a importância e a permanência de Jornada nas Estrelas no nosso cotidiano, seja com a própria Enterprise ou com sua icônica tripulação. Tirando o óbvio lado comercial, isso pode ser comprovado pelo lançamento da versão die-cast da nave que levou o Capitão Kirk, Spock, McCoy, Sulu e companhia "audaciosamente onde nenhum homem jamais esteve".
Outra coisa interessante sobre esse modelo é a sua ligação com a cidade de Marabá, que regularmente venho visitado a trabalho. Durante uma dessas viagens, mais precisamente em um domingo de chuva preso no quarto do hotel e a uma internet que caía toda hora, me surgiu a ideia de fazer um Top 5 sobre minhas naves preferidas. O texto abaixo foi justamente elaborado nesse dia e a Enterprise foi, obviamente, a primeira da lista. As outras foram a Discovery (do filme "2001, Uma Odisséia no Espaço"), a Millenium Falcon (Star Wars) e a klingon Bird of Prey, também do universo de Jornada nas Estrelas. Não cheguei escolher a quinta, mas lembro que estava entre o Star Destroyer (Star Wars) e a nave NELL, do clássico trash "Mercenários das Galáxias" (Battle Beyond the Stars, 1980). Enfim, o ciclo da Enterprise com Marabá se fechou quando, em nova visita à cidade, encontrei sua versão Hot Wheels em uma loja de brinquedos (o interessante é que ainda não a vi em Belém). Espero continuar tendo sorte quando vou para lá! Bem, chega de papo e vamos ao que interessa: a história da Enterprise!

U.S.S Enterprise NCC-1701 2013 HW Imagination - Future Fleet
Este modelo reproduz a mais nova versão da nave, que aparecerá no filme Star Trek - Além da Escuridão que estreia em breve nos cinemas.

Matt Jeffries
Em 1964, tudo o que um dia iria se tornar o universo Star Trek (Jornada nas Estrelas) estava em conjunto de folhas datilografadas que compunham o roteiro que convenceram o Desilu Studios a embarcar em uma trajetória que se estenderia por três anos junto com o produtor e roteirista Gene Roddenberry (1921-1991). Esse roteiro descrevia as missões de uma nave espacial chamada de USS Yorktown e sua tripulação de 200 pessoas comandada pelo capitão Robert T. April em missões científicas nos confins da galáxia. Entre as inovações do roteiro estavam a forma como a tripulação da nave desceria aos planetas que visitaria através de uma espécie de desmaterializador chamado “teletransporte” e como ficaria em contato com a nave por tele-comunicadores e se protegeriam de ameaças com armas chamadas phasers.
Quando a rede NBC autorizou a produção de um episódio piloto em junho de 1964, Roddenberry começou a construir as bases desse novo universo. O problema é que ninguém, nem mesmo Roddenberry, tinha ideia de como esse universo deveria ser. A base foi então constituída em torno de uma nave, agora estelar, rebatizada de USS Enterprise, lançada no ano de 2245 sob o comando do capitão Christopher Pike (pela cronologia da série, James T. Kirk só assumiria o comando da nave em 2264), mas que fez sua estreia na televisão 279 anos antes, mais precisamente no dia 8 de setembro de 1966. Mais do que qualquer outro elemento da série, a nave simboliza tudo o que significa Star Trek, mais até do que o vulcano Spock (Leonard Nimoy), outro ícone incontestável. E tal como seus companheiros humanos (ou orgânicos), ela mudou de forma, mas nunca de nome; mudou de configuração, mas nunca de missão. Isso fez a Enterprise ser amada por milhões de pessoas, inspirando uma devoção apaixonada por mais de três décadas.
O diretor de arte Matt Jefferies foi o encarregado de criar o design da nave. “Queria que meu trabalho em Star Trek fosse o mais prático possível”, disse ele em uma entrevista. “O problema é que eu realmente não sabia por onde começar. Eu sabia apenas que a Enterprise deveria ser um divisor de águas do que imaginávamos do futuro, mas o que aconteceu essencialmente foi que o Gene [Roddenberry] me deu a tarefa de encontrar a forma que a nave deveria ter, mas eu realmente não sabia de que jeito ela seria”.
Ring Ship
Embora Roddenberry tivesse ideia exata de como seria a nave, ele nunca a visualizou na prática, o que, consequentemente, tornou a situação ainda mais complicada para Jefferies, que ficou sem uma direção detalhada. Os únicos direcionamentos dados por Roddenberry foi o que ele não queria que a nave tivesse foguetes, motores a jato ou rastros de fogo. A Enterprise, então, não deveria se parecer com uma nave de ficção científica vintage, "a la Flash Gordon", por exemplo. Mais tarde, Roddenberry repassou algumas informações mais concretas a Jefferies: a nave deveria ter capacidade para entre 100 e 150 tripulantes; ser capaz de alcançar qualquer ponto do universo; ser incrivelmente rápida e que Jeffries não precisava se preocupar com a questão da gravidade. Por fim, reafirmou que ela não deveria ter barbatanas, asas, rastros de fumaça, chamas e foguetes.
O problema é que, na década de 1960, a marca registrada da ficção científica era o seriado “Perdidos no Espaço” (Lost in Space, 1965-1968) o que tornou, por conseguinte, a imagem mais popular das naves espaciais como sendo um disco voador. Assim, foi mais do que natural que os primeiros rascunhos de Jefferies para a nave se parecessem com um disco. Roddenberry, porém, como já foi dito, queria algo grande o suficiente para abrigar uma tripulação de duas centenas de pessoas e capaz de viajar a velocidades incríveis. Logo, Jefferies voltou à prancheta e apresentou a estranha “ring ship”, que tantas dúvidas e discussões gerou entre os fãs da série. Seu design era devido a outro cânone da série: a dobra warp, velocidade acima da luz, alcançável através de um delicado balanço de química, física, matemática e magia. Jefferies explicou: “Eu estava preocupado com do design da nave quando Gene me disse que ela seria capaz de alcançar a velocidade warp. Eu pensei, ‘Que diabos é velocidade warp?’”. Mesmo sem entender muito bem o que era isso, Jefferies imaginou que a nave deveria ter motores extremamente poderosos e, consequentemente, perigosos próximos a tripulação. Por isso eles foram instalados longe da fuselagem. Resolvida a questão dos motores, Jefferies voltou para a casco tentando muitas coisas, sempre tentando se distanciar da forma de disco voador. Foi aí que surgiu a forma de esfera. “Mas como a ideia da fuselagem acabou seguindo por outro caminho, então a esfera não funcionou. Acabei por achatá-la e voltamos ao disco! Eu desenhei a ideia e quando acabei pensei que realmente havia conseguido alguma coisa”. E ao que parece funcionou mesmo, pois “ficou melhor que outros esboços e Gene disse ‘Esse aqui parece bom’”.

Contudo, continuou Jefferies, “para mostrar a fantástica velocidade da nave, eu sabia que iríamos filmá-la apenas em tomadas rápidas. E não se pode representar a velocidade de um veículo, automóvel, avião ou o quer que seja apenas movendo o fundo. Isso simplesmente não funciona. Mais um motivo porque eu quis que o design fosse muito simples, mas imediatamente identificável. Ainda continuava com muitas suposições uma vez que não sabíamos que direção tomar. Eu fiz centenas de esboços. Gene gostava de um alguma coisa de um, de alguma coisa de outro, então eu fui vendo o que poderia fazer com eles. Utilizei muita coisa que a NASA estava trabalhando naquele momento e como sou membro da Aviation Space Writers Association e consultor ativo do Air Force Museum em Dayton, eu tive muitas fontes para utilizar”.

Mesmo tendo conseguido a forma da nave (acima), isto não foi o fim do trabalho de Jefferies. O contato com Roddenberry o fez chegar à conclusão de o espaço era um lugar extremamente perigoso, logo os engenheiros da Frota Estelar nunca poriam um maquinário importante do lado de fora da nave. Isso significava, lógico, que o casco deveria ser liso, plano e sem maiores saliências. Nem todo mundo da produção concordou com Jefferies nesse ponto, levando-o a constantemente “brigar com todos que queriam por detalhes na fuselagem”. Outra vantagem da forma lisa é que ele poderia refletir a luz, uma vez que já havia a ideia de que a nave seria branca: “Eu pensei que a atmosfera ou a falta dela no espaço poderia produzir diversos tons, e isso nos daria a chance de brincar com a luz e jogar cores na nave”. Jefferies foi ainda o responsável pelo famoso número de registro da Enterprise. “Eu queria uma numeração muito simples que pudesse ser facilmente lembrada. Tive então de eliminar os números 3, 6, 8 e 9, facilmente confundíveis. Então eu sugeri 1701, casualmente ou coincidentemente, um número que ficou muito próximo ao do registro do meu avião – NC-17740”. Após o número ter sido aprovado, Jefferies explicou que a Enterprise era o décimo sétimo tipo de nave da Frota Estelar, conhecido como Constitution Class, sendo a primeira do tipo a ser lançada.

A primeira Enterprise durante uma filmagem.
Fonte: Forgotten Trek